A explicação da parábola do semeador parece ser bem atualizada diante do mundo que estamos vivendo. É uma interpretação alegórica aplicada aos seus contextos atuais, fugindo ao estilo de Jesus.
A ênfase é a maneira como é acolhida a palavra de Jesus é o resultado da missão: aquele ouve a palavra sem entendê-la, é facilmente atraído pela ilusão do milagre, da compra dos falsos testemunhos que dizem representar um deus, e vem os falsos pastores e roubam a palavra semeada em seu coração; outro recebe a palavra com alegria, como discípulo, porém defronta-se com a perseguição às comunidades e desiste logo; outro ouve a palavra, porém não quer ir contra o sistema que seduz, ilude e promete riquezas; contudo, há quem ouve a palavra, a entende e insere-se na comunidade dando frutos abundantes. Nestes últimos a Palavra de Deus foi eficaz. O sucesso da missão não está na adesão imediata das multidões, mas no anúncio do Reino, que dia e noite cresce sem parar.
Jesus fala de tipos diferentes de terreno: a margem do caminho, pedregoso, espinheiro e terra boa. A Palavra de Deus é como a semente que é jogada nestes mais diferentes terrenos. Jesus explica: a margem do caminho é símbolo da exposição ao maligno, ou seja, ao que opõe bem. O terreno pedregoso é aquele que não permite raízes, é superficial. Os espinhos simbolizam as preocupações e a busca de riquezas que distraem e não dão espaço para a Palavra de Deus. A terra boa simboliza as pessoas que têm coração aberto e livre para acolher a Palavra. Fica a pergunta: Que tipo de terreno sou? À margem do caminho? Pedras?
Espinhos ou terra boa?