A voz que clama por justiça!
Há mais de dois mil anos, uma voz clamava no deserto por justiça, e,
essa voz era de um homem austero, de profunda oração, que conclamava a
conversão. João Batista, suas palavras
eram ditas contra o homem e seu egoísmo,
do corrupto, do mentiroso, dos que usavam o povo para alcançar seus propósitos.
Hoje, o povo conclama em voz
alta, com a mesma força, neste mesmo
terreno árido, desértico de autoridades de boa vontade, pedir justiça, saúde,
honestidade, ética, transparência, verdade, igualdade de direitos e
deveres. Em tom uníssono, dizer da
necessidade do povo, sair do marasmo do comodismo, dizer basta a impunidade, as
falcatruas, as corrupções, ao desgoverno, as improbidades administrativas, as malandragens
eleitoreiras, por uma educação descente, pela valorização profissional de
profissionais das diversas categorias, rechaçados, exprimidos, pela imposição
dos impostos, enquanto os políticos, nada fazem para o bem do país, a não ser para
seus enriquecimentos ilícitos. É uma
vergonha a remuneração destes senhores em detrimento a pobreza do povo
brasileiro.
São vozes que clamam pelo direito
de viver e não sobreviver. O convite é
fazer surgir um povo que busca seus direitos, que cobra pelo que paga de
imposto, é um convite para sair da
acomodação que se encontra, é um convite
a consciência de quanto vale seu voto. É um convite de cara limpo, sem as
máscaras encontradas no cinismo de tantos políticos. Quem quer “faz a hora não
espera acontecer”. De cara limpa nos
fazemos transparentes, sem medo de ser reconhecido, nós temos mais é que ser
reconhecido. Deixa para eles manterem as
máscaras, escondendo-se para não serem reconhecidos, e continuarem a fazer suas
falcatruas, seus atos ilícitos, suas improbidades, suas atitudes contra os bons costumes e a
moral. Agem como bando, que só destrói.
Essas vozes devem ecoar forte por
um ideal de vida digno. Que sejam vozes
que atormentem, pela consciência, nunca pela violência, aqueles que como único anseio, é a própria
vida, o quanto proveito pode tirar do cargo que ocupa, o resto, não
interessa. É para estes que nossa voz
deve ser transformada em nosso voto, NÃO.
Seja o nosso canto um grito de
vitória, de conquista, de renovação, de um novo Brasil, um novo mundo para
acolher as pessoas. Também nunca
esqueçamos de que, através da nossa oração, nosso clamor chegue a Deus, que Ele
nos fortaleça neste momento, que sejamos sábios em dizer o que é preciso, em
fazer o que é preciso. Que nossa oração
seja de fé, buscando força em Deus para nos manter firmes, com consciência de
cidadãos patriotas.
Como povo de Deus, somos a voz
que clama por fraternidade, unidade, partilha, amor, solidariedade, justiça,
perdão, harmonia, paz, e tantos outros dons, sentimentos.
Luiz Machado – junho/2013