sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

BRASIL : SUA FALÊNCIA DECRETADA PELA IDEOLOGIA DO PODER.

Percebo um regime político em que o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas, que se reversão a cada eleição, pertencentes ao mesmo partido, sim, não em nomenclatura, mas na ideologia do poder e do ter, onde qualquer coisa, qualquer coisa, justifica os fins que desejam alcançar, em detrimento da enganação do povo, da miséria que estabelece a cada pronunciamento, a cada medida provisória, cada lei, cada armadilha tramada as escondidas, de luz apagada,  na calada da noite. 

O Brasil está esfacelado, em todos os seus poderes. A corrupção parece estar entranhada no ambiente em que encontram-se.  Sujeira, corrupção, roubo, cooperativismo, até o STF, que era para dar exemplo, é humilhado por um réu odiado pelas pessoas do bem, e amado pelos peçonhentos pares.

Não tem saúde, não tem educação, não tem segurança. Nossa polícia é frágil, sem preparo e sem condições de trabalho digno.  A bandidagem espalhou como poeira que quando se sacode o tapete. 

Roubam, destroem o país, sucateia a economia em benefício próprio, e depois o povo que tem que pagar a conta. Onde está a justiça que não obriga estes malandros a devolver tudo que roubou? Vamos fazer um histórico e saber dos bandidos presos, os que estão soltos, e os que estão camuflados de “santos”.

E, por cima, um senhor que deveria estar fora da política, o temeroso TEMER, integrante de uma chapa impedida por suas falcatruas administrativas,  permanece.  É de temer o futuro do Brasil.  

Propostas para aposentadoria é igual a falecimento, a proposta destes que ai permanecem.  As pessoas de bem, cidadãos honestos e trabalhadores, podem trabalhar até completar 65 anos ou completar 45 anos de contribuição.  Enquanto isto, o mercado de trabalho exclui a partir de 35 anos.  Ou seja, o decreto do falecimento de quem esperava se aposentar, viver ou sobreviver. Enquanto isto, aposentadoria milionária deles, políticos, e tantos outros que vivem da mordomia extraído dos contribuintes.

Vemos um país onde policiais tem que viver junto a bandidos, enquanto, coronéis e outras patentes, vivem na mordomia paga pelo nosso esforço de sobreviver, em moradias 0800, luxuosas, onde os serviçais são soldados brasileiros.


Uma vergonha este país, de quem deveria ser exemplo do bem, são exemplos da sacanagem.   E me assusta a permanência do coronelismo, que me faz lembrar a história da década de 1910, a insatisfação do povo com a dita modernização, resultaram em agudos conflitos sociais, no campo, como no caso da Guerra de Canudos, ou nas cidades, como a Revolta da Vacina e as greves operárias, entre tantas outras que o povo teve a força e foram unidos para derrotar, e agora, precisamos extirpar, e tudo isto começará nas próximas eleições, não votando em nenhum destes que aí estão. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ilustres profissionais de RH!

ABRAHAM SHAPIRO

Era uma indústria de peças metal-mecânicas.

O pessoal já estava cansado dos treinamentos de moldar massinhas coloridas ou fazer desenhos a título de melhorar o clima organizacional ou o autoconhecimento. Liderança, então, nem se fala. Aparecia cada figura para falar de liderança! Talvez entendessem muito de "sociologia das almas no purgatório" ou "psicologia interplanetária aplicada", mas liderança empresarial não era, mesmo, o forte desses personagens.

Todos - da alta gerência ao chão de fábrica - questionavam a eficiência dessas "coisas," só tinham nome de treinamento e estavam mais para um retorno compulsório ao jardim de infância. A sensação constante era de que as atividades propostas pelo RH levavam todos os participantes desde o "nada" para "lugar nenhum".

E o orçamento? "Por quê tanto dinheiro gasto com essas bobagens?", reclamavam os gerentes que quase sempre tinham que deixar para trás algum item do planejamento anual mas continuavam vendo a "bendita" planilha de treinamentos A.N.T.A. (Amontoado Nulo de Técnicas Avulsas) sendo aprovada.

Aos poucos, os teatrinhos, as dinâmicas de blá-blá-blá, e as seções de abraços e beijos para melhorar o clima foram se tornando motivo de revolta e chacota geral. Eram vistos como uma verdadeira palhaçada. O ultimato, enfim, veio da diretoria: "ou o pessoal do RH se dedica mais às reais necessidades das pessoas enquanto funcionários ou será melhor que se atenham a cuidar apenas da folha de pagamento e as questões trabalhistas". Estava, portanto, decretada a moratória de um departamento que nunca soubera exatamente qual o seu papel dentro da organização e que, por isso, sonhava, sonhava, e acreditava estar fazendo grandes coisas.

Certo dia, a engenharia iniciou a redação de um manual de procedimentos e padronizações das etapas operacionais da fábrica. Era o primeiro passo para um programa interno de qualidade.

Naquela ocasião, estávamos prestando o serviço de formação de uma equipe de vendas para a gerência comercial da empresa. Nossa insistência centrava-se em que todo e qualquer funcionário precisa saber "o quê" fazer, "como" fazer e "qual o padrão de eficiência" que a empresa espera dele no exercício de sua função. Dissemos que, sem isso, seria impossível existir motivação real e clima propício ao entendimento e convergência entre as pessoas. Indicamos ao diretor a alternativa de implantar um processo de comunicação e compartilhamento daquele manual de procedimentos da engenharia a todos os funcionários da fábrica. Era uma proposta que visava o envolvimento de todos numa ação que resultaria em comprometimento, engajamento geral.

Formaram-se grupos de estudo por setores de produção e estabeleceram um cronograma. Estas equipes passaram a ter encontros quinzenais com a engenharia. Nestes encontros, em sala de aula, os projetos recém desenhados eram apresentados e amplamente discutidos. Os funcionários tinham, assim, uma oportunidade ótima de opinar sobre operações, seqüências, acabamentos, medidas, materiais de construção, controle de qualidade etc.

Muitas idéias e inovações começaram a surgir. Após aprovação e estudo de viabilidade feitos por um comitê técnico, eram automaticamente inseridas no manual. A versão que os engenheiros julgavam finalizada na ocasião em que os encontros começaram sofreu grandes e positivas altarações graças à participação de todos. Surgiu, desta forma, a versão 2.0 - versão cujos autores eram, agora, todos os colaboradores do setor produtivo. Um verdadeiro milagre.

Estes não foram os únicos benefícios da iniciativa colhidos pela empresa. O RH começou a usar os novos treinamentos como meio para selecionar os funcionários talentosos, os que mais participavam das idéias, e a incentivá-los através de cursos externos que os aperfeiçoavam em suas atividades. Igualmente, pelo mesmo método, eliminou os profissionais que não se interessavam em participar das discussões e que, por isso, não se engajavam no processo em curso.

Hoje, naquela empresa, treinamento é um meio real de desenvolvimento de pessoas e, mais interessante, é uma forma eficaz de melhorar o negócio sob várias perspectivas. Uma oportunidade verdadeira para todos. É, sem dúvida, o orçamento mais bem investido de todo o planejamento anual.

Moral da história: Ilustres profissionais de RH! Desenhos e teatrinhos podem ser muito úteis na formação primária básica. É hora de conhecer estratégia e falar linguagem de negócios. RH estratégico. É disso que todos precisam