Passou o tempo em que dinheiro, altos salários,
gratificações, bonificações, prêmios, participações nos resultados, era
garantia de motivação e satisfação. É evidente que, atualmente, este é
um dos destaques para a sustentabilidade da motivação, porém, o que as
organizações e as áreas de RH tem vivenciado, é o subjetivo mundo que
realiza os sonhos e determina a felicidade e o crescimento profissional.
E que mundo será esse?
No dicionário de Michaelis, subjetivo é: "Que esta
somente no sujeito, no eu, que se passa ou existe no espírito. Diz-se da
voz ativa, em contraste com a voz objetiva, que é a passiva".
A metamorfose ocorrida nas últimas décadas, a
evolução da relação do conceito capital x trabalho para empresas e
pessoas na construção de uma organização, e principalmente neste início
do século XXI, percebemos a evolução ou o foco que algumas organizações
(já assim constituídas) estão dando a GESTÃO DE PESSOAS, e transformando
o profissional de RH, ou melhor, o papel a ser desempenhado por estes
profissionais, voltados para ações subjetivas das pessoas, agregando
valores e produzindo uma qualidade de vida consciente e não como
ferramenta, gerando resultados excelentes para as organizações. As
demais, mesmo com remuneração considerada excelente num país de tantos
desempregados e, diga-se de passagem, despreparados para a concorrência
do mercado, continuam a ser EMPRESAS, frias, tratando superficialmente
as pessoas.
No artigo que
escrevi para a coluna on-line da Revista Vencer – artigos dos leitores,
Repensando o Profissional de T&D, que vale também para esta
reflexão, diz: Como podemos perceber, nós PTD (profissionais de
T&D), trabalhamos, mesmo com as atividades específicas de
aprendizado e ou aperfeiçoamento, com sentimentos, comportamento, os "eus" de cada pessoa, de um grupo de pessoas. E aqui entra a pergunta: Quem
somos nós? Como pensamos o futuro? E o passado, o que faz ou nos traz
de lembrança e atitudes? Em que base construímos nossa vida para
transmitir um estado de espírito, melhoria da qualidade dos pensamentos e
conseqüentemente de vida?
É preciso criar um ambiente feliz para que as pessoas
tenham prazer em estar, se tornarem mais criativas, ousadas,
competitivas. Do contrário, se são tratadas com superficialidade,
descaso, retroagindo ao tempo de mecanicismo, elas sem perceberem,
estarão assinando seu termo de desempregados, e mais uma vez, a
objetividade dará espaço para que as pessoas sejam trocadas como peças
mecânicas.
Valores subjetivos, interioridade espiritual,
humanismo, pragmatismo, completam o novo profissional de RH, que até
então conhecedor dos conceitos, legislação e técnicas. O diferencial é
exatamente esse, estar atualizado com o contexto organizacional (falando
a língua de resultados excelentes) e ao mesmo tempo em que também se
contextualiza com as tendências mundiais, de mercado.
Opa! Há espaço aqui no Brasil, para esse profissional?
Primeiro eu respondo como sempre faço com minha turma
da faculdade que tem tantas incertezas quanto ao RH pelas experiências
práticas e essa tendência que acreditamos e expressamos em sala de aula,
dizendo que nós somos PROFISSIONAIS DE NEGÓCIO, precisamos muitas vezes
ouvir o inaudível som das mudanças, um processo de antecipação das
tendências e necessidades da empresa, precisamos ousar, saber falar
sobre rentabilidade, resultados, metas, estratégias, gerando
oportunidades de apresentar um RH competente e competitivo, e que fará a
diferença, como vemos nos resultados das melhores empresas para se
trabalhar. São melhores, como dissemos no inicio, porque pagam os
melhores salários e outras bonificações, e sim, pelo ambiente criado,
implantado, desenvolvido e comprovadamente, com o resultado excelente
para organização.
Ainda, antes de dar a segunda resposta eu percebo a
necessidade urgente de uma discussão ampla da ÉTICA EM RH. O tema é
complexo, mas ficará para uma próxima oportunidade.
Em segundo lugar, as empresas, seus executivos estão
sentindo a necessidade de mudança da própria postura dentro da sua
gestão? Passar de executivo para um empreendedor? Ouvimos e vemos a
desilusão, em nossas palestras, cursos que ministramos, dos
profissionais desiludidos, por ler nas revistas especializadas em RH,
tendências do mercado, crescente procura pela especialização, e não
vemos muito espaço para implementar dentro das empresas, não conseguimos
adotar a transformação de EMPRESA para ORGANIZAÇÃO, que pensa e não
apenas produz. E às vezes questionam, isso é verídico ou é pra vender
revista?
Penso que precisamos sim, nos qualificar cada vez
mais, gerir as competências necessárias até porque o mercado exige, e
porque somos mutantes, "metamorfoses ambulantes", insistir com
fundamento, com citação de organizações de sucesso, atraentes do ponto
de vista de novos talentos e os melhores do mercado, na transformação,
nos programas de desenvolvimento, no reconhecimento que o RH é não para
ser deixado à margem ou na sobra dos minutos finais de uma reunião, e de
forma inteligente, estratégica. O outro lado da moeda é claro,
precisamos divulgar não só tendências, mais os resultados alcançados
pelas empresas, abrir espaço para despertar a necessidade dos executivos
de uma empresa, tornarem-se empreendedores, aliados e parceiros dos
projetos de desenvolvimento humano e organizacional. Congressos,
palestras, artigos, debates, um marketing do sucesso que desfrutam as
organizações que assim já entenderam e agora colhem os resultados. E
esses congressos, palestras, artigos realizados pelos empreendedores
(diretores presidentes), assumiram e perceberam da importância que o RH
tem e faz para a excelência organizacional.
Aos colegas da área, vamos incentivar este sucesso a
partir da equipe que compõe o RH, que eles vislumbrem em suas empresas
essa oportunidade, e que sejamos criativos, ousados, e porque não dizer,
corajosos em inovar, em sugerir as mudanças que a empresa necessita e,
transformá-las em organizações.
VALORES SUBJETIVOS! QUE MUNDO É ESSE?
É um mundo real, novo, aberto que chama as pessoas para serem felizes e tornar suas organizações modelos de excelência.
