Uma reflexão,
uma expressão do que ocorre em tantas organizações.
Quando não se
é possível falar, participar do contexto, se expressa de forma escrita, assim
que tem feito para manter-me leal aos meus objetivos e deixar o meu
descontentamento e tristeza no mundo de hoje, como são tratados as pessoas no
contexto organizacional, e pasmem, empresa de ponta. Ponta? Que ponta?
Inicio citado
o James C. Collins "Pode-se aprender muito com outras empresas, mas é preciso
criar formas de administrar que sejam únicas ." A cópia as vezes sai com
defeitos invisíveis aos olhos.
Num mundo de
hoje, as PESSOAS é que fazem a
diferença. Não é assim que se propaga?! Mas vemos que ainda são considerados
"uma posição no orgânico", e não pessoas com o desejo de participar dos
processos de mudança, sugerir práticas, falar sobre sua carreira, o que seria
puramente normal e sádio para uma ORGANIZAÇÃO que deseja fazer a diferença de
FATO, não pelos valores ou volume que ocupa no mercado, mas pela qualidade de
vida e pelo prazer que as pessoas têm em ser parte integrante da organização.
Perde a
empresa, perdem as pessoas.
Atitudes
centralizadoras pode até funcionar, mas não estará conquistando a "FORÇA DE
TRABALHO" pelo seus valores e talento, mas pelo que lhe pagam. E se pensarmos
bem, literalmente somos a "FORÇA" de trabalho, e força não pensa, executa, são
apenas mãos e ouvidos.
Qual longe
fica e qual triste é saber que tantas empresas discursam VALORIZAÇÃO DO SER
HUMANO, apenas marketing para sair nas revistas TOP de sei lá o que? O que na
verdade, há um enorme vácuo para o que de fato se faz. Parece-nos uma mera peça
de RETÓRICA para abrilhantar a "cena", receber aplausos, e ao fechar das
cortinas, esvaiem-se no som propagado das palavras, palavras estas muito bem
colocadas, mas sem o efeito prático, e isso me faz lembrar do filme "TEMPOS
MODERNOS" - com Charles Chaplin, onde a "FORÇA DE TRABALHO" só são mãos e
ouvidos. Interessante a coincidência com os tempos atuais aqui vividos ou o pós
moderno. Repetem-se as teorias de processos do passado em contrapartida para uma
empresa de ponta, com a visão de linha de produção, onde dominavam o TAYLOR,
FAYOL. E qual a nossa surpresa, encontramos tantos discipulos destas teorias.
Em tempos de
transformação, nos deparamos ainda com visões centralizadoras, meio que
mecanicista. As vezes me dá a impressão que a mudança é uma ameaça, o medo do
novo causa pânico. E aqui, se deixa o Profissionalismo e a Humanização, com o
chavão de implementar as melhores práticas, mas implantar o melhor conformismo.
Percebemos ainda que a "RECEITA" veio
antes do "DIAGNÓSTICO", ou seja, as ações de melhores práticas não são avaliadas
através da realização de um estudo de causa e efeito, investigar, conversar com
a base, e sim, simplesmente copiar o que já se faz, mesmo sem saber se será
melhor para o novo. E aqui cabe novamente repetir a frase de James C. Collins:
"Pode-se aprender muito com outras empresas, mas é preciso criar formas de
administrar que sejam únicas." O que pode parecer dar certo para uma
empresa, não pode simplesmente se fazer para a outra empresa sem ao menos
avaliar com fundamento essas práticas.
Vejo as
competências e talentos sendo jogado ou enterrados vivos, em nome de estar
dentro de uma empresa GRANDE. Grande em que? O contrário do que o mercado se
pratica.
Pois bem,
escrevo para refletir que não posso abrir mão dos meus valores, do meu
projeto de vida, em função de uma 'OPORTUNIDADE" de pertencer a uma organização.
Não teria orgulho de mim se assim agisse, estaria envergonhado e em total
contradição de tudo que fiz até hoje, que construi, que realizo, e
principalmente, tenho ainda por fazer.
Concluo com
uma afirmativa, não lembro do autor, mas disse ele: "A morte não é a maior
perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto
vivemos." E dessa morte não vou morrer, pois quem não pode mudar a própria
contextura do seu pensamento, da sua vida, nunca será capaz de alterar a
realidade. E é por não querer matar a minha realidade e o que há melhor dentro
de mim, que deixo essa empresa.
"É muito
melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se
a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem
sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem
derrota." (Theodore Roosevelt)
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