O termo coronel como podemos observar, era o CHEFE de um determinado local que geralmente era dono de terras ou comerciante. Não
difere muito do conceito dos chefes organizacionais, que incorporam
este conceito e age como se fossem os “coronéis” organizacionais. Este
período republicano foi de extrema prática autoritária e violenta de
controle de pessoas e disseminava o medo como forma de atingir seus
objetivos. O respeito era resultado desta atitude, impor o medo para
realizar fatos e decisões segundo a vontade do CHEFE.
No contexto atual do ambiente empresarial, ainda
observamos o perfil do mando, do centralizador, do poder como forma de
operacionalizar os processos. O Brasil como país de raízes autoritárias,
o valor pregado não o mesmo do praticado. No cenário empresarial não
muda. Seguem as tendências da moda empresarial, apenas um ato de
“passarela”.
Observamos neste cenário dois grupos de empresas:
1
– as que não acreditam em seus valores teóricos e não buscam inseri-los
em seu cotidiano. Mantém apenas para seguir a tendência da moda
empresarial;
2 – e as que buscam realmente praticar seus valores teóricos.
É
preciso mudar não o discurso, mas a prática, sair do conceito de
CORÓNEIS organizacionais, para uma gestão participativa e que dê
sustentabilidade ao desempenho da empresa. Ainda podemos observar no
contexto organizacional,
“...ilhas de racionalidade convivendo com os princípios herdados do coronelismo clássico...” João Vasconcelos
E
João Vasconcelos conclui, “Avançar no sentido de criar uma lógica
gerencial que leve em conta nossas particularidades culturais, e que
vença estes ranços construídos historicamente” é o caminho para
transformar o “DNA” do autoritarismo (grifo nosso).
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