O que quis e quero foi tua própria tranqüilidade, restará no entanto a
lembrança, o tempo amargo talvez apagará.
Há momentos em nossa vida transformam-se em
silêncio, em espera... fazer e refazer o que trazia satisfação e
alegria. Parece não mais preencher como antes nossos espaços.
Quantas formas tentamos para resgatar, mas foram palavras. Agora, resgatar o que estava tão bom, já não conseguimos mais.
Há verdades ditas e segredos não revelados. Fatos não compreendidos que ao longo do tempo, o silêncio se fez presente muitas vezes. Olhamos além de nós mesmos, dos nossos
pensamentos, nossas vontades, nossos acertos e nossas alegrias semeadas. Talvez não preparamos a terra ou escolhemos mal o
campo, quee ainda árido, plantamos.
O reinício de um novo percurso muitas vezes se faz obscuro. Sentido vazios para tantos sentimentos entrelaçados.
Parece que não há mais o que falar em um nova
oportunidade. Mesmo que ainda haja meios de mudar nosso rumo, talvez quem sabe, uma nova chance, o compreender melhor a
vida.
Além dos nossos sonhos, está nossa
realidade, e é hora de sacudir o tempo, sedimentar uma nova vida s
Fica assim na lembrança: - Os sonhos, os desejaos, as promessas, a certeza de que
nada ia nos separar...
- As coincidências e a empatia. Parece que tudo se foi ou nunca existiu para de repente
desaparecer.
Não soubemos dar a sustentabilidade, lapidar no dia a dia a pedra bruta que ocultava o diamante que trazíamos dentro de
nós. Excedemos nas palavras, utilizamos as meias verdades. Nos restou a bifurcação dos nossos caminhos.
Que sejam feitas as escolhas. Respeitarei, não mais irei insistir. Então, nada mais me resta a fazer, mas saiba, que tudo que fiz foi numa amizade que pudesse ser além das necessidades formais, uma amizade quem sabe até fraternal. Mas não tenho mais o
direito de exigir que
sejas meu amigo, não tenho o direito de
saber a teu respeito, nem ocupar o teu
tempo, nem de interferir em
teus caminhos.
Apenas uma última palavra. Seja feliz!
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