PALESTRA
- Pensar organizacional - Um olhar no futuro
Por Luiz C M Amorim – 05/2020
O que aconteceria com uma organização
se ocorresse uma catástrofe e não estivesse preparada?
Ninguém gosta de pensar no cenário
adverso. É um solo fértil para prejuízos
e caos.
Pensar em planejar para não desesperar? Bem assim. É preciso pensar plano de ação que
seja ágil para agir contra os riscos que podem acontecer. E, vem a pergunta: Como
você enfrentaria se tudo parasse de funcionar? Ou ocorresse situações como:
enchentes, incêndios, tempestades, pandemia ou até falta de energia que ameaçarem suas operações?
Neste momento recente, podemos fazer a
seguinte leitura sobre: CORONA VÍRUS
¡ Dezembro de 2019,
já era fato a ocorrência na China.
¡ Não levado a
sério pelos governantes do mundo.
¡ Em janeiro, o vírus já estava espalhando pelo mundo.
¡ Brasil,
PRIORIDADE - CARNAVAL.
Podemos considerar uma MIOPIA DE MERCADO
a visão dos nossos governantes? Vejam e tire suas conclusões dessa ordem cronológica
dos fatos.
§
13 de janeiro de 2020 - Primeiro caso fora da China - A OMS
notificou o primeiro caso de uma pessoa infectada fora da China
§
20 de janeiro de 2020 - Transmissão humana provada
§
27 de janeiro de 2020 - A OMS (Organização Mundial da Saúde)
corrige a avaliação de risco diante do coronavírus de "moderado" para
"alto".
§
28 de janeiro de 2020 - O Brasil investiga
três casos de suspeita de coronavírus, eleva seu risco de alerta, indicando
risco iminente de o vírus chegar ao país
Percebam estas coincidências de eventos
e ações, no mínimo contraditórias.
19
fevereiro 2020 - Brasil apresenta ações para enfrentamento ao coronavírus durante
reunião dos ministros da Saúde do Mercosul em Assunção, no Paraguai. Mas o Carnaval é mantido.
Em
19/02/2020,
numa coletiva de imprensa, publicado no diário de Pernambuco, aos organizadores
e responsáveis da gestão, foi perguntado
sobre este vírus.
“Não há nenhuma recomendação sobre o
uso de máscaras, a não ser como fantasia”.
“Nós não temos nenhum caso concreto sobre
o coronavírus (é preciso esperar que o pior aconteça).
O corona vírus “não é uma preocupação para o
carnaval. Devemos focar em situações mais preocupantes como a proliferação de
influenzas, arboviroses e” ....
Em 11/02/2020, numa outra coletiva de
imprensa, publicado no jornal do commercio, aos organizadores e responsáveis da
gestão, foram perguntados sobre este
vírus e, eis as respostas:
Os responsáveis ainda declara: “tranquiliza
sobre novo coronavírus” (esta é a manchete do jornal)
“É importante salientar para a população que
Recife não tem circulação do novo coronavírus, não tem sequer um caso suspeito.
O Brasil não confirmou nenhum caso até o momento, mas a rede precisa estar
preparada”. Pergunta, estava
preparada?
“A gente capacitou toda a rede de atenção à
saúde, mas também os núcleos de epidemiologia dos hospitais públicos e
privados”. E estamos na situação
que estamos? Será que foram eficazes?
Distribuição de camisinhas e
lubrificantes e as medidas sobre o coronavírus, doença que não deverá
PREJUDICAR OS FOLIÕES PERNAMBUCANOS.
Seguindo a mesma coletiva:
Continuam com as pérolas da tomada de
decisão: “MEDIDAS PREVENTIVAS”
“É importante sempre lavar as mãos, se estiver
doente (caso não esteja doente, fique de mãos sujas, grifo nosso), com
algum sintoma gripal, evitar locais com aglomerados (e o carnaval lotando
praças e avenidas),para curtir a folia da melhor forma”.
Na administração a estrutura organizacional
deve estar conectadas ao ambiente externo, com leituras constantes e livres de
interferências políticas e de poder.
PENSAR ORGANIZACIONAL - é o olhar para
o futuro, antever ações eficazes, para
sustentabilidade do negócio, reestruturar o desenho para que o presente, não enfraqueça o
futuro.
PLANEJAMENTO, possibilitando a
organização enfrentar de forma consistente, as SITUAÇÕES CONTINGENCIAIS.
Volta a questão: O que aconteceria com seus
negócios se ocorresse uma catástrofe e você não estivesse preparado?
A falta da competências e visão na gestão administrativa. A ausência
de PLANO DE CONTINGÊNCIA está fazendo falta.
O panejar preventive que projetam a
eventuais circunstâncias adversas que possam vir a causar danos e
prejuízos a empresa. É preciso preparar
a empresa para ações, responsabilidades,
recursos, meios, para caso ocorram eventos intempestivos, de maneira que possam
afetar o menos possível estrutura da organização. É preciso pensar
plano de ação que seja ágil para agir contra os riscos que podem acontecer.
SÃO FATOS – PROJETAR AÇÕES PARA
COMBATER AS URGÊNCIAS
Estado de alerta, acidentes e desastres são
possíveis de acontecer a qualquer momento e atingir no alvo quem não estiver
preparado. Tais eventos podem ocorrer,
e não há nada mais a fazer, a não ser lamentar e lidar com os prejuízos e a
sorte. E sorte não existe na
administração, há competências, planejamento,
e uma liderança preparada para minimizar prejuízos diante de
um cenário adverso principalmente.
PLANO SOB MEDIDA - UM FORMA DE ESTUDAR ANTES, um cenário
atípico e de possibilidade de trazer
prejuízos irreparáveis aos objetivos organizacionais.
§
Planejamento de riscos
§
Plano de continuidade de negócio
§
Plano de recuperação de desastres
PLANO DE CONTIGÊNCIA - PROJEÇÕES DO
PLANO COM SEGURANÇA
§
Desenvolver facilitadores para tomada de decisão
§
Mobilização de pessoas
§
Comunicação direta e objetiva
§
Logística para execução ágil
Para minimizar as:
§
Perdas de receita;
§
Ações governamentais que
restrinjam o funcionamento da empresa;
§
Notícias falsas ou abordagens falaciosas da imprensa;
FICA O APRENDIZADO
O momento atual, é percebido, o desespero e a falta de preparo e
planejamento, que circundam o estado brasileiro, as empresas, as instituições em geral. Decisões tomadas na urgência, no calor da
pressão e dos pontos de vistas, o
completo desentrosamento. momentos de crise, a falha de comunicação e o
consequente desentrosamento da equipe p
Sem planejamento, tudo isto que citamos, torna a crise ainda maior,
descontrolada.
Com planejamento, a equipe responsabilizada
pela gestão da crise, tenha um trabalho eficaz.
Como administradores, não esquecer de
documentar o aprendizado, caso necessite num futuro, o plano ser acionado
novamente.
Luiz Amorim – Consultor de Desenvolvimento
Humano e Organizacional e Professor Ensino Superior em Administração.
Deus abençoe a todos nós!