sexta-feira, 19 de julho de 2013

Um mundo de garantias próprias



Me parece que a amizade, os valores morais, o companheirismo, estes e tantos outros         sentimentos verdadeiros, não protagonizam mais as relações. Há uma preocupação com garantir a si mesmo, os outros, nem pensar.  Vivem com medo e submetido às peripécias       articuladas de alguém, cujo poder do cargo pode ser maior que o outro.  
Declarar-se solidário, contra dizer-se contra as tiranias, os desmandos, a opressão e a         imposição, não é garantia de mais nada.  
Atitude é o que vale.  Estar ao lado com alguém na alegria, no “bem bom”, é fácil, fácil.  Declarar amor, amizade, e até “estou sempre do seu lado para o que der e vier”.  Falácia.  Basta apenas você não estar mais com os mesmos momentos “bem bom”,  se é esquecido as juras de amor e amizade.
Parece-me um mundo de garantias próprias, de guerra de concorrência humana.
Luiz Machado – julho/2013

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