segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Nossas dúvidas traidoras dos medos incubados

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.  William Shakespeare

Uma outra reflexão encontramos no livro Quem Mexeu no meu Queijo (o queijo como objetivo pessoal e profissional) nos traz esta afirmativa: "quando você vence o medo sente-se livre".

O medo esta estranha sensação que tem como base a ansiedade, ansiedade do novo,  pelo receio de fazer alguma coisa. E, com base nestas assertivas acima,  para o mundo de hoje dá ao medo esta expansão ou atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, é ficar preso a um pensamento que inibe, que pode até tirar as boas oportunidades que a vida oferece. O medo é um contato com uma interpretação ou imaginação e até mesmo crenças, que cultivamos em nós, geram uma resposta negativa ao nosso organismo, liberando o estresse. E nós temos duas alternativas: nos preparar para lutar como guerreiro, ir em frente ou apenas fugir como fracassado, sucubindo ao  nosso imaginário mundo de fantasias, que podem virar realidade.

Na  ansiedade o indivíduo se permite entrar neste mundo do imaginário, criando antecipadamente o temor do  encontro com a situação ou objeto que imagina causar algum mal. 

O medo normal é bom, funciona como alerta para nos preparar ainda melhor, para ficarmos atentos. Já o medo anormal corrói nossa razão, nos pressiona a viver um imaginário mundo dos temores, criando brasa onde não há chamas. O pensar temeroso pode trazer um sentimento de desistência. 

Como seres inteligentes, e diante de quase pânico em nossas vidas, superação é a atitude, fé é a oração que irá nos dá sustentabilidade para vencer e sermos livres.  Nosso subconsciente ao receber uma mensagem produz força, vigor, age como poderoso instrumento que pode mudar nossos condicionamentos e nos conduzir alcançar nossos objetivos, aqueles desejos acalentados por nosso coração. É preciso focar no nosso objetivo, que é o oposto do medo anormal, expulsar este temor de nossa mente, como guerreiros, lutando, enfrentando-o à luz da razão.  Aprender a equilibrar a emoção e a razão, talvez possa ser este um bom remédio. O medo é um pensamento que tenta se fixar em nossa mente, criar morada. Este sim é o nosso maior inimigo.

Ralph Waldo Elerson, filósofo e poeta, disse: Faça aquilo que você receia e a morte do medo será certa. E relata:

"Um menino pode ficar paralisado pelo medo quando lhes dizem que há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo. O medo na mente do menino foi tão real como se houvesse de fato um homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma, a maioria dos seus medos não têm base na realidade. Constitui apenas um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.

Quando você afirma positivamente que vai dominar seus receios e chega a uma decisão definitiva em sua mente consciente, liberta o poder do subconsciente, que flui em resposta à natureza do seu pensamento. Suponha que você tem medo da água, de montanhas, de uma entrevista, do público ou de lugares fechados.  Se você tem medo de nadar, comece agora a sentar-se tranquilamente durante uns cinco a dez minutos, três a quatro vezes por dia, e imagine que está nadando. É uma experiência subjetiva. Mentalmente você está se projetando como se estivesse dentro d’água. Você sente a friagem da água e o movimento de seus braços e pernas. É tudo tão real e vívido, constituindo uma alegre atividade da mente. Não é um devaneio inútil, pois você sabe que está experimentando em sua imaginação o que depois se desenvolverá em sua mente consciente. Você será compelido a expressar a imagem da representação do quadro que imprimiu em sua mente mais profunda. Essa é a lei do subconsciente.

Você pode aplicar a mesma técnica se tem medo de montanhas ou de lugares altos. Imagine que está escalando uma montanha, sinta a realidade desse ato, aprecie o cenário, sabendo que, fazendo-o mentalmente, o fará depois fisicamente com facilidade e segurança.

Você nasceu apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os seus outros medos são adquiridos. Livre-se deles.

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