terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vida curta para tantas picuinhas

A vida poderia ser mais feliz se as pessoas não fossem tão egoístas, querendo que o outro reflita sua vontade, seu modo de ser, seus pensamentos, como um próprio endeusamento; que o outro seja a minha imagem e semelhança.

Percebemos comportamentos estranhos de amor, pessoas que dizem que amam o outro, no entanto, criam fantasias a partir da sua própria concepção de vida, e vemos que este é um amor de troca, ou você age e pensa como eu, ou não te amo mais. Bem assim.

São pontos de vista egoístas, que não permitem que o viva, ou não aceita a condição da vida que o outro vive. Até penso que interferem tanto a vida do outro, que o puxa para trás, apelando para nada dar certo, exceto o que este concordar que é certo. Nada dá certo, porque o outro pode criar asas e voar, e tento, cortar estas asas antes que isto aconteça. Chego a pensar que isto pode ser um caso de obsessão, querer possuir o outro em mente, e as consequências não são medidas porque quem faz. E, muitas vezes escutamos coisas que, isto é cuidado, será? Pra mim é querer controlar o outro a sua vontade, não deixar que o outro tenha vida, e chamam isto de amor.

Pessoas que criam suas fantasias de vida, suas próprias mentiras, e se intrigam por qualquer picuinha. Onde estar o amor declarado?  Criam um conceito que todos estão errados, conspiram contra mim, e então deixam-se ser possuído pelo espírito do egoísmo, do orgulho, da arrogância, do veneno amargo da prepotência. Não conseguem enxergar o outro, mas, a si mesmo, e não admite que o outro tenha vida.

Vivo a rezar, a declarar fé, a integrar uma vida de rezas, a propagar que o perdão é cristão, mas, na hora de colocar a prova esta fé, o ponto de vista prevalece, e condenam pessoas, comportamentos, e não perdoa. E, tudo o que foi professado como cristão, não serve.  Fulano me ofendeu porque não satisfez a minha vontade; Beltrana não liga mais pra mim, também não vou ligar.  Se careta matasse, eu estava morto. 

Ainda pior, quando nos deparamos com atores da vida real, dramatização até um sopro, adoecem, se martirizam como demonstração de uma dor que não sente. São criticas mas não aceitam criticas. Gostam de falar do erro dos outros, da forma como o outro age, se veste, pensa, mas não suporta um não. 

Picuinhas apenas atrapalham, impedem a felicidade da própria pessoa e da outra. Causa doença grave de comportamento. 




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