quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Um gosto amargo da vida

Há momentos que se faz necessário força espiritual, do contrário, não conseguimos avançar na vida. É retirado tudo que você tinha, fez.  Há um abismo entre você e seus fracassos. Um medo apodera-se, daqui pra frente, como será?  Até aonde aguentará este declino.  Numa reflexão, percebemos que muito de tudo é fruto do achar que tudo é para sempre, não refletir sobre o futuro, é acomodar-se na situação atual.   Outras vezes, o projeto ou a falta dele não foi escrito, não foi orientado, não foi alertado do prazer momentâneo do presente e a dor continua no futuro.  As exclusões, o marasmo, a falta de perspectiva, as adversidades constantes, a luta pela sobrevivência.
Resta calar e amargar sozinho o que já foi e a falta de esperança pelo que virá.  Continua a busca do espiritual, como  chegar a Deus?  Será que Ele ainda   escuta o clamor diário?  Será que há resposta para indagações?  Há um temor ainda diário, de não desistir. Um temor diário de não afastar-se por talvez, pela desesperança, falta de perspectivas, nenhuma visão que o futuro seja melhor, continuar com fé?  Ou apenas resta calar-se e esperar a vontade de Deus?  Se um lado há competências reconhecidas, talento, estudo, disciplina, empenho, do outro, há discriminação, preconceito.
Um gosto amargo da vida, assim continua ser.

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