quinta-feira, 12 de março de 2015

A BATALHA NOSSA DE CADA DIA!

Todos os dias enfrentamos dois tipos de batalhas: com o mundo e com a gente mesmo. Contra um mundo de adversidades, precisamos lutar para sobrevivermos.  Contra nossas próprias dificuldades, precisamos batalhar para sabermos viver.

Para vencer no mundo, é preciso aprender, experimentar, buscar, querer. Para vencer nossas fraquezas, nossos defeitos e as características que não gostamos em nós, é preciso conhecermo-nos.

Com o famoso lema “conhece-te a ti mesmo” (nosce te ipsum, em grego), Sócrates queria dizer que tornar-se consciente da ignorância é o ápice da sabedoria.

Na entrada do Templo de Apolo, na cidade grega de Delfos, havia a seguinte inscrição:

        Te advirto, sejas tu quem fores!
        Oh! Tu que desejas sondar os arcanos da natureza,
        que se não achas dentro de ti mesmo aquilo que buscas,
        tão pouco poderás achar fora.
        Se tu ignoras as excelências de tua própria casa,
        como pretendes encontrar outras excelências?
        Em ti está oculto o tesouro dos tesouros.
        Oh! Homem! Conhece-te a ti mesmo
        e conhecerás o universo e os Deuses...

As respostas que procuramos encontram-se dentro de nós próprios. Se alguém não entende nem a si mesmo, não entenderá mais nada ou mais ninguém.

O clássico A Arte da Guerra nos ensina que “se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não precisamos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas.”

É muito fácil ser arrastado pelo pessimismo. São muitos os inimigos internos: medo, ansiedade, insegurança, comodismo, conformismo, frustração, baixa auto-estima, depressão, sentimento de que a meta é impossível ou que não somos capazes de atingi-la.

Entre as diversas interessantíssimas metáforas de Rubem Alves, encontramos esta: “O que é que se encontra no início? O jardim ou o jardineiro? É o jardineiro. Havendo um jardineiro, mais cedo ou mais tarde um jardim aparecerá. Mas, havendo um jardim sem jardineiro, mais cedo ou mais tarde ele desaparecerá. O que é um jardineiro? Uma pessoa cujo pensamento está cheio de jardins. O que faz um jardim são os pensamentos do jardineiro. O que faz um povo são os pensamentos daqueles que o compõem.”

Isto significa que nós somos exatamente aquilo o que pensamos.


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