quarta-feira, 17 de junho de 2015

Seja responsável pelo que cativas.

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" .
Antoine de Saint-Exupéry

A cada vez que há possibilidade de reler o Pequeno Príncipe, faço analogia sobre os tempos atuais na construção das relações.  

É visível como as pessoas aproximam-se hoje em dia de outra, simplesmente, por algum interesse, algo que não o mais importante, a amizade, o bem, o amor, os desejos.  Pra mim, faz parte do caráter do ser humano, aproximar-se do outro, fazer pelo outro, sabendo que o outro nada pode te dar em troca. Mas, o amor, as relações, as amizades, parecem-me puramente algo relacional.  O cativar é até se conseguir o que se deseja, depois, usando a expressão popular,  "fui", "vazei", ou seja, nada mais consigo do outro.

“Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”

Simples assim, ser responsável por aquilo que conquistou, comprometeu, gerou expectativas.  Quando cativou alguém, cultivou-se uma semente, e se espera que ela frutifique, cresça, floresça, reproduza. Esta semente vem com atenção, com o carinho, com o cuidado, com o estar do lado, com o comprometimento além dos interesses pessoais.

 O que você cativa você abandona?  Passado a emoção,  satisfeito o desejo, você abandona?  Cativas para um momento e depois não mais tem tempo?  A amizade, o amor, as relações, sejam qual for, não é objeto de compra e descarte, porque vem outro, e outro, que tem mais a me oferecer.  É um sentimento intimo que aflora do querer bem e fazer o bem.

Quais as razões você procura novas amizades? Novos relacionamentos? Novas conquistas?  Seja responsável pelo que cativas.

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