A vivência de momentos na vida que me ensinaram que perceber o outro não é apenas preocupar-se com o outro, com suas dores e amarguras, sendo piegas; não é querer desviar a atenção para o que não é constrói, falar de esperança sem o ato concreto de esperar com o outro.
Perceber o outro vai muito além do estar presente, da oração sem a devida ação. É estar presente em corpo e alma. É ser total, é doar-se. É não enxergar o próprio cansaço diante do cansaço do outro. É não tornar seu problema maior que do outro. É não remontar seu passado, suas dores, seus lamentos, para querer corrigir o presente do outro.
Perceber o outro, é ouvi-lo, é caminhar junto, é deixar que o Esprito Santo de Deus mova-se em entre nossos pensamentos e atitudes, que guie nossas palavras, nossas ações. É partilhar o bem maior que temos a dar, o amor. O amor pleno que não vive lamentar e fazer desta situação um sacrifício, um espetáculo a ser visto por todos em um só refrão: estão vendo o que estou fazendo?
Perceber o outro é ser luz, é ser um emissário de Deus de palavras e ações concretas, por amor.
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