quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NÃO É CONSELHO, SÃO OBSERVAÇÕES: A QUEM O PROFISSIONAL DE SAÚDE TRATA?

No mundo empresarial procuramos entender como o mercado funciona, e a partir daí,  vamos  detectar, analisar e atender necessidades e desejos deste mercado. Eu pergunto: Será diferente o que se faz nas organizações do trabalho de um profissional de saúde? Ou seja:
§  Detectar as necessidades de um paciente — por exemplo, alívio para uma dor, melhoria da visão ou da audição, aumento ou redução do peso, melhoria das condições da pele, maior qualidade de vida.
§  Analisá-la usando os critérios médicos e, a partir desse diagnóstico, proporcionar um tratamento ou procedimento adequado a atender as necessidades detectadas de uma forma que o paciente fique satisfeito e o profissional seja recompensado por isso.
No cenário atual,  percebo que diante do processo de desenvolvimento tecnológico na área da saúde, a singularidade do paciente — emoções, crenças e valores — fica em segundo plano.  A doença passou a ser objeto do saber reconhecido cientificamente e a assistência se desumanizou. 
Acredito que muitos problemas dos pacientes podem ser resolvidos ou atenuados quando se sentem compreendidos e respeitados pelos profissionais de saúde.  A falta de acolhimento e de continência a seus aspectos emocionais pode conduzir ao abandono ou à rejeição ao tratamento e favorecer a busca de caminhos sociais alternativos, que ofereçam maior receptividade e compreensão.
Há uma intenção senão até marketing do conceito de humanização no ambiente hospitalar, porém nos é visível que é preciso mais que a vontade, mas o desenvolvimento em conjunto das relações que se estabelecem nestas instituições como:
§  Profissional-paciente,
§  Recepção-paciente,
§  Profissional-equipe,
§  Profissional-instituição.
 Necessitam adotar juntos e querer mais do que a vontade de fazer. 
Uma série de medidas relevantes para o ambiente são fatores   pontuais (conforto, segurança, higiênico, outros). Mas, se não estiverem inseridos em um processo amplo de humanização como uma teia interacional, a resposta será NÃO. Não há humanismo.  Principalmente, em hospitais e outros centros públicos de saúde.  A emergência ou urgência é contrário a dignidade humana, fere os princípios do respeito, uma verdadeira condição que nem a um animal de ser colocar.   Pessoas são tratadas como nada, ou talvez, como algo que precisa de um conserto, e que pode esperar o tempo que for necessário para repor e mandar de volta para casa.    As pessoas são jogadas e não tratadas.  Humanismo não existe no vocabulário de ninguém e de nada nestas instituições públicas.  
Quanto de humano está impregnado em seu atendimento?
O profissional de saúde,  não vende um produto tangível, mas o que sabe sobre o cuidar de uma pessoa? 
Você  atende ao seu paciente da mesma forma que  gostaria de ser atendido?
Você busca estar ciente da necessidade de seu paciente?
Não estou falando apenas de conhecimento prático ou teórico, mas de postura, de sentimentos, de características que são inerentes a um ser humano e que jamais serão encontradas em uma caixa de sabão em pó. Para mim, trabalhar essa postura humana é o primeiro passo e talvez o mais importante para um profissional.
Por fim, recomendaria a todos os profissionais da saúde assistir o filme UM GOLPE DO DESTINO. Trata de um processo de mudança que se dá com o exercício de se “perceber paciente”. De cirurgião  egoísta para o mundo do outro, e reconhecesse a importância de se fazer humano para compreender as sensações e dores dos pacientes.

Saúde e Paz!  

Nenhum comentário:

Postar um comentário