No mundo empresarial procuramos
entender como o mercado funciona, e a partir daí, vamos detectar, analisar e atender necessidades e
desejos deste mercado. Eu pergunto: Será
diferente o que se faz nas
organizações do trabalho de um
profissional de saúde? Ou seja:
§ Detectar as necessidades de um paciente
— por exemplo, alívio para uma dor, melhoria da visão ou da audição, aumento ou
redução do peso, melhoria das condições da pele, maior qualidade de vida.
§ Analisá-la usando os critérios médicos e,
a partir desse diagnóstico, proporcionar um tratamento ou procedimento adequado
a atender as necessidades detectadas de uma forma que o paciente fique satisfeito
e o profissional seja recompensado por isso.
No cenário atual, percebo que diante do processo de
desenvolvimento tecnológico na área da saúde, a singularidade do paciente —
emoções, crenças e valores — fica em segundo plano. A doença passou a ser objeto do saber
reconhecido cientificamente e a assistência se desumanizou.
Acredito que muitos problemas dos
pacientes podem ser resolvidos ou atenuados quando se sentem compreendidos e respeitados
pelos profissionais de saúde. A falta de
acolhimento e de continência a seus aspectos emocionais pode conduzir ao
abandono ou à rejeição ao tratamento e favorecer a busca de caminhos
sociais alternativos, que ofereçam maior receptividade e compreensão.
Há uma intenção senão até
marketing do conceito de humanização no ambiente hospitalar, porém nos é
visível que é preciso mais que a vontade, mas o desenvolvimento em conjunto das
relações que se estabelecem nestas instituições como:
§ Profissional-paciente,
§ Recepção-paciente,
§ Profissional-equipe,
§ Profissional-instituição.
Necessitam adotar juntos e querer mais do
que a vontade de fazer.
Uma série de medidas relevantes
para o ambiente são fatores pontuais
(conforto, segurança, higiênico, outros). Mas, se não estiverem inseridos em um
processo amplo de humanização como uma teia interacional, a resposta será NÃO.
Não há humanismo. Principalmente, em
hospitais e outros centros públicos de saúde.
A emergência ou urgência é contrário a dignidade humana, fere os
princípios do respeito, uma verdadeira condição que nem a um animal de ser
colocar. Pessoas são tratadas como
nada, ou talvez, como algo que precisa de um conserto, e que pode esperar o
tempo que for necessário para repor e mandar de volta para casa. As pessoas são jogadas e não tratadas. Humanismo não existe no vocabulário de
ninguém e de nada nestas instituições públicas.
Quanto de humano está impregnado
em seu atendimento?
O profissional de saúde, não vende um produto tangível, mas o que sabe
sobre o cuidar de uma pessoa?
Você atende ao seu paciente da mesma forma que gostaria de ser atendido?
Você busca
estar ciente da necessidade de seu paciente?
Não estou falando apenas de
conhecimento prático ou teórico, mas de postura, de sentimentos, de
características que são inerentes a um ser humano e que jamais serão
encontradas em uma caixa de sabão em pó. Para mim, trabalhar essa
postura humana é o primeiro passo e talvez o mais importante para um
profissional.
Por fim, recomendaria a todos os
profissionais da saúde assistir o filme UM GOLPE DO DESTINO. Trata de um
processo de mudança que se dá com o exercício de se “perceber paciente”. De
cirurgião egoísta para o mundo do outro,
e reconhecesse a importância de se fazer humano para compreender as sensações e
dores dos pacientes.
Saúde e Paz!
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