Somos resultados de nossas
escolhas e ações. Muitas vezes deixamos
ou nos acomodamos a ouvir, receber tudo pronto, mastigado, sem trabalho para
ingerir. Resultado, a dependência da
decisão do outro, da vontade do outro, uma vez que até os outros costumam não
mais aceitar nossa opinião, riem quando expressamos uma idéia formada.
Começasse o processo de atrofia da mente, a não querer mais pensar, e deixar
que outros pensem por você.
Um bom exemplo eu li no livro
Tríade do Tempo de Christian Barbosa, quando compara a vida a um avião.
Quando se está dentro do
avião, há duas posições: PILOTO ou
PASSAGEIRO.
Passageiro – é levado para uma
direção e, quase nada pode ser feito. Alguém tem o controle do caminho a ser
seguido.
Piloto – assume o controle do
avião e leva para onde desejar. Escolhe o caminho a seguir, a velocidade e a
direção que quer alcançar.
E hora de assumir a posição de
piloto. Sair da zona de conforto se deseja chegar algum lugar. A escolha é sua:
ficar lamentando e pondo a culpa nos outros, a margem da vida, ou assumir o
comando da vida, estabelecer um plano, um rumo, metas a serem alcançadas. Começar a pensar e formar novas idéias. E, como escreveu Raul Seixas:
Prefiro
ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Eu quero
dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Agora, o oposto do que eu disse antes
Sobre o
que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Sobre o que eu nem sei quem sou
Amanhã já se apagou...
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