Lemos no dicionário que estar comprometido significa assumir
compromissos e responsabilidade. E
acrescento, é deixar de lado as desculpas pelo baixo desempenho e sair fugindo
como se estivesse procurando abrigo, para seus desencantos, indecisões, e com
uma constância enorme de querer estar mudando de “porto em porto”, e querendo levar outros no seu “barco”. Ora é o ambiente que não está acomodando minhas
“expectativas de milagres”, ora é querer ser do contra tudo e todos, os famosos revoltados sem causa, apenas usa
de fugas, de transferir culpas.
Por vezes, em momentos de nossa vida, seja pessoal, social, acadêmico,
buscamos justificar o porquê não transformamos nosso “empenho” em
desempenho. Falta o comprometimento com
nossos propósitos, falta-nos objetivo,
dedicação, direcionamento e foco
no que desejamos como futuro. Uma tensão
enorme acontece entre nossa realidade e a nosso comprometimento, disciplina
para alcançar e realizar nossos objetivos.
O que deixamos por alternativa de ali não estarmos encontrando o milagre
para nosso próprio descaso com a vida, não vamos encontrar também, seja em
qualquer outro lugar que achamos poder ser melhor. Simplesmente, porque a
mudança maior é interna, em nossas atitudes, nosso comportamento, nossa forma
de observar o mundo e as coisas. Não é mudando ou se transferindo de lugar ou
espaço que vamos encontrar abrigo para nossa falta de comprometimento.
Muitas vezes falta-nos a
disciplina, que se formos buscar sua origem encontramos
como significado "aquele que segue", que
vem do termo “discipulo”. Aqueles que
seguem uma disciplina para com a vida, faz o diferencial. Não é o ambiente
externo que precisa ser mudado, mas sim o ambiente interno, em nós que o
processo deve iniciar. Colhemos o que
plantamos, a terra precisa ser preparada, o tempo do plantio e cultivo, é
preciso cotidianamente ser cuidada, para que possamos enfim colher bons frutos.
Que caminhos estamos percorrendo
para chegar onde planejamos? A
disciplina se não conseguirmos torná-la um hábito em nossas vidas, podemos
estar fadados a constantes transferências de culpas pelos nossos fracassos.
Reflita!
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