segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Um olhar no futuro

Pensar organizacional - Um olhar no futuro

Por Luiz  C M Amorim

Este texto cabe iniciar com a pergunta: O que aconteceria com uma organização se ocorresse uma catástrofe e não estivesse preparada?  Provavelmente a falência, decisões tomadas pela urgência, talvez a sobrevivência. Mas, ninguém gosta de pensar no cenário adverso.  É um solo fértil para perceber os erros de gestão, a falta de planejamento.   Eu diria até pensar em planejar para não desesperar?  Bem assim. É preciso pensar plano de ação que seja ágil para agir também contra os riscos que podem acontecer. Um olhar no futuro para crescer, expandir, como para as adversidades.  E, vem a pergunta: Como foi e está sendo para você enfrentar este tempo de turbulência e estagnação?  E acrescento ainda, eventos também como ocorrências como: enchentes, incêndios, tempestades, ou até falta  de energia que ameaçam as operações?

Neste momento recente, podemos fazer a seguinte leitura :

·         Dezembro de 2019, já era fato a ocorrência na China.

·        Não levado a sério pelos governantes do mundo.

·        Em janeiro, o mundo contaminado.

·        Brasil, PRIORIDADE - CARNAVAL.

Podemos considerar uma MIOPIA DE MERCADO a visão dos nossos governantes? Vejam e tire suas conclusões dessa ordem cronológica dos fatos.

·         31 de dezembro de 2019 - Primeiro alerta - Autoridades chinesas emitiram o primeiro alerta à OMS

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Percebam estas coincidências de eventos e ações, no mínimo contraditórias.

19 fevereiro 2020 - Brasil apresenta ações para enfrentamento ao coronavírus durante reunião dos ministros da Saúde do Mercosul em Assunção, no Paraguai.  Mas o Carnaval é mantido (mais importante que a saúde). E, nesta mesma data,  numa coletiva de imprensa, publicado no diário de Pernambuco, aos organizadores e responsáveis da gestão,  foi perguntado sobre este vírus. 

“Não há nenhuma recomendação sobre o uso de máscaras, a não ser como fantasia”.

“Nós não temos nenhum caso concreto sobre o coronavírus (é preciso esperar que o pior aconteça) – (28 de janeiro de 2020 - O Brasil investiga três casos de suspeita de coronavírus, eleva seu risco de alerta, indicando risco iminente de o vírus chegar ao país

O corona vírus “não é uma preocupação para o carnaval. Devemos focar em situações mais preocupantes como a proliferação de influenzas, arboviroses e” ....

Em 11/02/2020, numa outra coletiva de imprensa, publicado no jornal do commercio, aos organizadores e responsáveis da gestão,  foram perguntados sobre este vírus e, eis as respostas:  

Os responsáveis ainda declara: “tranquiliza sobre novo coronavírus” (esta é a manchete do jornal)

“É importante salientar para a população que Recife não tem circulação do novo coronavírus, não tem sequer um caso suspeito. O Brasil não confirmou nenhum caso até o momento, mas a rede de saúde precisa estar preparada”.  Pergunta, estava preparada?

“A gente capacitou toda a rede de atenção à saúde, mas também os núcleos de epidemiologia dos hospitais públicos e privados”.  E estamos na situação que estamos?  Será que foram eficazes?

Distribuição de camisinhas e lubrificantes e as medidas sobre o coronavírus, doença que não deverá PREJUDICAR OS FOLIÕES PERNAMBUCANOS.

Seguindo a mesma coletiva: 

Continuam com as pérolas da tomada de decisão: “MEDIDAS PREVENTIVAS”

“É importante sempre lavar as mãos, se estiver doente (caso não esteja doente, fique de mãos sujas, grifo nosso), com algum sintoma gripal, evitar locais com aglomerados (e o carnaval lotando praças e avenidas),para curtir a folia da melhor forma”.

Na administração a estrutura organizacional deve estar conectada ao ambiente externo, com leituras constantes e livres de interferências políticas e de poder.

PENSAR ORGANIZACIONAL - é o olhar para o futuro,  antever ações eficazes, para sustentabilidade do negócio, reestruturar o desenho  para que o presente, não enfraqueça o futuro.  

PLANEJAMENTO, possibilitando a organização enfrentar de forma consistente, as SITUAÇÕES CONTINGENCIAIS.

Volta a questão: O que aconteceria com seus negócios se ocorresse uma catástrofe e você não estivesse preparado?

A falta da competências e visão na gestão administrativa.   A ausência de PLANO DE CONTINGÊNCIA está fazendo falta.  O panejar preventivo  projetam a  eventuais circunstâncias adversas que possam vir a causar danos e prejuízos a  empresa. É preciso preparar a empresa para ações,  responsabilidades, recursos, meios, para caso ocorram eventos intempestivos, de maneira que possam afetar o menos  possível  estrutura da organização. É preciso pensar plano de ação que seja ágil para agir contra os riscos que podem acontecer.

SÃO FATOS – PROJETAR AÇÕES PARA COMBATER AS URGÊNCIAS

Estado de alerta, acidentes e desastres são possíveis de acontecer a qualquer momento e atingir no alvo quem não estiver preparado.   Tais eventos podem ocorrer, e não há nada mais a fazer, a não ser lamentar e lidar com os prejuízos e a sorte.   E sorte não existe na administração, há competências, planejamento, e uma liderança   preparada para minimizar prejuízos diante de um cenário adverso principalmente.

PLANO SOB MEDIDA  - UM FORMA DE ESTUDAR ANTES, um cenário atípico e de possibilidade  de trazer prejuízos irreparáveis aos objetivos organizacionais.

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PLANO DE CONTIGÊNCIA - PROJEÇÕES DO PLANO COM SEGURANÇA

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Para minimizar as:

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·        Ações governamentais que restrinjam o funcionamento da empresa;

        

 FICA O APRENDIZADO

O momento atual, é percebido, o desespero e a falta de preparo e planejamento que circundam o estado brasileiro, as empresas,  as instituições em geral.  Decisões tomadas na urgência, no calor da pressão e dos pontos de vista,  o completo desentrosamento nos momentos de crise, a falha de comunicação e o consequente desentrosamento da equipe. 

Sem planejamento, tudo isto que citamos, torna a crise ainda maior, descontrolada, impedindo o raciocínio de tomar decisões apropriadas. 

Com planejamento, a equipe responsabilizada pela gestão da crise, tenha um trabalho eficaz. 

Como administradores, não esquecer de documentar o aprendizado, caso necessite num futuro, o plano ser acionado novamente.   

Luiz Amorim – Consultor de Desenvolvimento Humano e Organizacional e Professor Ensino Superior em Administração. 

Deus abençoe a todos nós!

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