quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Histórias de vida que encontrei no caminho

No percorrer dos caminhos vividos, me deparei com pessoas que contribuíram, de alguma forma, as páginas da minha vida. Ora de ganhos, perdas, turbulências provocadas algumas vezes pela mente misteriosa que nos acompanha.  Passados que nos perseguem, um presente de decisões para construir o futuro, não vivê-lo, mas fazer deste momento um passado melhor e um futuro prospero. Tudo uma lição de vida!
E, nestas trajetórias, percebi a igualdade de contextos de histórias em diferentes momentos. Diferenças entre pessoas, pobres e ricas, brancas e negras, livres ou escravas, continuam, só que agora vejo com maior claridade de residência destas diferenças, que é a materialidade, o poder, o ter. Práticas desumanas com que nos deparamos ainda hoje, seja qual for o regime que esteja em domínio, estas diferenças continuam matando de fome, doenças. Pessoas violentadas em seu direito de SER HUMANO, excluídas, banidas à margem dos abismos da pobreza, da miséria, da falta de emprego, e, repete-se tudo como antigamente, o domínio do ter e poder, do crer ser um deus. Vencer mesmo que custe matar, humilhar, denegrir a honra, a condição de ser gente.
Um outro fator que ressalto neste tantos momentos vividos, são pessoas que ainda neste perfil, porém talvez maquiado por fator de convivência, mas igualmente são excludentes, são os autossuficientes. Não sou cientista da mente, mas vejo as pessoas que utilizam-se de falsas defesas para exprimir suas debilidades interiores, seus medos, suas ameaças, seus fracassos, e como forma de não permitir que os outros não saibam que ela é, humilha, impõe, reprime, escraviza. A culpa sempre é do outro como desvio de sua verdadeira intolerância a si mesmo. A autosuficiência para mim é um máscara que esconde o rosto, o ser verdadeiro, e por medo de ser reconhecido, cobrem o rosto.
Talvez a lucidez esteja ficando em desuso, à margem da humanidade ou de alguns transvestidos de gente, que vivem na miopia da sociedade, enxergando só a si.

O ter corrompe, rouba a alma, moldura com uma armadura que impede de enxergar dentro de si, e aí, esvaziam-se do SER, tornando-se matéria, apenas.  Muitos preferem matar a própria alma, para viver escravos do ter, do poder. Pessoas que teme as rupturas do passado, dos status quo, e portanto, permanecem frias,  alheias a vida de um ser que não pode ser deus.  

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