Como é
bom sonhar? Alguém tem dúvida?! Principalmente quando este sonho é parte
integrante e vemos tantas vezes realizado nas propostas, nas ondas em que as
REVISTAS ESPECIALIZADAS, palestras, livros e tantos outros meios que nos enche
de orgulho de SER PROFISSIONAL DE RH.
Pena que este sonho quando do dia-a-dia nas empresas, ainda muitas enxergam “miopemente”. É bonito mandar flores, mas o porque se manda flores não tiver um significado de solidificar, fidelizar uma relação, torná-la parceiras de uma vida (seja em que área for), apenas serão flores que murcharão no dia seguinte.
Tenho lido sobre o papel do RH nestes novos tempos, como cito abaixo:
César Souza – “O RH tradicional usa apenas cerca de 10% a 15% das possibilidades que teria se entendesse que deveria olhar para a conectividade da empresa com todos STAKEHOLDERS.”
Podemos fazer duas análises a respeito desta afirmação do César Souza. Primeiro – O RH tem que entender do negócio, visão macro da empresa, agregar resultados e ainda na sua entrevista na revista MELHOR – “ O diferencial é o “solucionamento”, está lá fora, na capacidade de se relacionar com clientes, fornecedores, comunidades, parceiros, terceirizados, agências regulatórias, com seus talentos e acionistas. “ E é aqui que o RH entra, ou deve entrar, para agregar valor a essa cadeia. Mas, tem um outro lado da moeda ou das partes interessadas, muitas empresas pensam como apenas empresários, que todo valor deve ser agregado para acionistas.
Nesta primeira análise, observamos o quanto nós RH temos sido preterido nos processos de parcerias estratégicas, o quanto ainda nos olham como profissionais mediadores de comportamentos e distribuidores de certos benefícios, ou seja, o entregador de FLORES para acomodar situações e iludir a força de trabalho.
Nesta
primeira análise, observamos o quanto o profissional de RH tem sido preterido
nos processos estratégicos da empresa. Utilizando, palavra apropriada para a
percepção de alguns empresários, o RH como entregador de FLORES para acomodar
situações e iludir a força de trabalho.
Em uma
segunda análise, verificamos o quanto já caminhamos, mas o quanto ainda
precisamos fazer, caminhar e demonstrar o que não se pode mensurar, que é a
valorização HUMANA, a fidelização que tanto é falada em prosa e verso pelas
empresas voltadas para seus clientes externos, esquecendo que a melhor
fidelização começa internamente. Quantos de nós somos clientes fies aos
produtos da empresa que trabalhamos? Divulgamos, vendemos também o produto?
Chegou a hora de fazer valer nossos talentos, a hora das empresas que desejam manter-se competitiva no mercado entender da importância do RH como parceiro do negócio, quebrar os paradigmas de ambos os lados, e dar as mãos . “Mudar essa cultura é tarefa do RH”. Precisamos divulgar, fazer melhor o MARKETING dos nossos serviços, da visão estratégica e das habilidades nossa, chegar até os EMPREENDEDORES, EMPRESÁRIOS (estes mudando sua visão míope da empresa do futuro e competitiva).
A construção do nosso verdadeiro e real papel vem sendo trabalhado já um longo tempo, mas precisamos sair deste MUNDO restrito e fazer chegar lá estes reais valores da nossa área, que não somos palavras, frases, pacotes de treinamentos, somos PROFISSIONAIS DE NEGÓCIO e como tal, a importância de estarmos inclusos no PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA ORGANIZAÇÃO. Precisamos sair do mundo em que resultados eram apenas o fim de um treinamento, alegre, todo mundo sorrindo, com avaliações ótimas, prêmios, etc. E tudo isso precisa de persistência.
O que
falta ao profissionais de RH alcançarem estes objetivos – PARCEIROS
ORGANIZACIONAIS? Porque tantas empresas ainda olham o RH com uma atividade de
controle de empregados? Como diz o psicólogo Paulo Gaudêncio –, "investir
no ser humano, é a última descoberta da tecnologia moderna". É essa compreensão
que os empresários precisam enxergar o RH, simplesmente porque as pessoas
passam a maior parte do seu tempo nas organizações, e se tiverem prazer e
satisfação no seu ambiente de trabalho elas estarão fidelizadas ao que
contribui para produzir.
Precisamos mudar nossa postura, falar o fluentemente o idioma empresarial, resultados. Entender o que influi nos resultados econômicos / financeiros das organizações. Por parte da empresa trazer e acreditar que o RH é capaz de também fazer a diferença e reconhecer e nos vê como uma ÁREA DE NEGÓCIO. “O esforço precisa ser feito diariamente, e o processo respeitado. As pessoas sempre colhem o que semeiam. Não existe atalho.” Ou, nas palavras de Thoreau: “Para cada mil talhos nas folhas do mal, há apenas um na raiz.” Um salto qualitativo somente pode ser realizado em nossas vidas quando deixamos de cortar as folhas da atitude e do comportamento e passamos a trabalhar nas raízes, nos paradigmas que determinam nossa conduta.
Não
conseguimos ir muito longe na tentativa de mudar o que vemos sem
simultaneamente modificar o que somos, e vice-versa”. Stephen Covey.
Então
caros colegas de profissão, ME ORGULHO DE SER PROFISSIONAL DE RH, e para tanto,
vamos fazer além das nossas mesas de trabalho, conquistar o espaço nas
organizações pelos méritos, habilidades e competências. Sair dos bastidores da
formalidade, e construir e ampliar nossas ações, divulgá-las, abrir espaços na
mídia. Basta de tantas palestras de AUTO AJUDA, MOTIVACIONAL, DE IDEALISMO, o
mundo, o universo conspirará a nosso favor se estivermos sempre, cotidianamente
em sintonia com tudo que rege, principalmente o que faz ele ser melhor, que são
as PESSOAS. Pessoas felizes e competentes, será nosso plantio para uma real e
competitiva colheita de uma organização, uma sociedade, uma comunidade, ou
qualquer que seja o ambiente, fértil, sempre fértil.
Enfim,
este é resultado de um
trabalho Humano.
06/08/2014
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