quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Quanto vale um emprego? 

São tantas as vezes que nos defrontamos com situações adversas de nossas vontades, de nossas capacidades profissionais, dos nossos talentos de realização,  ou  a atual organização já não mais nos motiva, e aí, partimos para o mercado, os novos desafios. Alguns casos, mais adversos, são aqueles que estão em disponibilidade no mercado, e anciosos para retornar, podem estar desfocando seus objetivos.

Encontramos boas empresas que auxiliam estes profissionais, seja pela INTERNET, seja presencial, compartilha com eles redirecionando-os.

Aqui não estou generalizando a minha opinião, pois sei da seriedade,  ética e respeito da grande maioria das empresas de consultoria tem com as pessoas, porém, há exceções, que exatamente se colocam no mercado a fim de usufruir, as vezes do momento frágil que passam as pessoas disponíveis ou pessoas ansiosas para realizar seus projetos de crescimento. E chega pra você, um telefonema, um e-mail, te presenteando com uma oratória eloqüente, com falsa oportunidade de uma oportunidade miraculosa, e te faz cair no conto do quanto vale um emprego.

O fato que vou relatar de fato aconteceu, e aqui não vou citar nomes para não constranger ainda mais o profissional. Quanto a empresa, não sei se devo citá-la.

Um profissional, vou chamar do Sr. M, em busca de outras oportunidades, fez seu cadastro em alguns sites de emprego. Disse-me ele, que surgiram algumas oportunidades de indicação, mas não houve retorno. Tudo bem, porém é preciso mudar o conceito que na hora que precisamos, anunciamos, convocamos. Depois que fechamos a oportunidade, não damos o retorno, foge da ética de RH. Bem, voltemos ao caso do Sr. M. Ele inclusive, alguns site pagos, ele assinou e cadastrou o seu currículo, até porque o prestígio desta CONSULTORIA, não resta dúvida de sua conduta ética, moral e de respeito as pessoas e no mercado.  Um dia, ele recebe um telefonema de uma consultoria do interior de São Paulo, lá pelo VALE DA PARAÍBA, dizendo que ele tinha sido indicado por uma empresa, no segmento tal, com excelente salário, benefícios, e que ele precisa viajar até lá, com os custos da viajem e estadias por conta dele, porque só precisavam fechar alguns detalhes psicológicos para ele ser confirmado na vaga, e a parti daí seria indicado para a empresa.

Pois, bem!  Sr. M,  acreditou que de fato fosse o presente que ele esperava para o reconhecimento seu profissional. Comprou as passagens, foi até nessa cidade do VALE DA PARAÍBA, e estando lá, num belíssimo prédio, foi entrevistado pela pessoa que o contatou, pessoais, profissionais, informando ao Sr. M, que ele havia sido indicado para esta vaga, e a empresa já havia feito o levantamento técnico, sendo aprovado em todos os itens, e concluído com a entrevista, no qual a “moça” da entrevista ao encerrar lhe informou que ele seria confirmado para a vaga. Detalhe, palavras da “moça”, “bem Sr. M. de fato o Sr confirmou e antes de encaminhá-lo, eu preciso lhe informar nossa metodologia.” A “moça” o havia convocado por telefone mas não o tinha informado da suspeita “metodologia”, que considero tornar o segmento desacreditado assim como desmoralizá-lo.  Vamos a metodologia da “moça”: “Sr. M?! Nossa empresa é uma HEADHUNTER, e recebemos a indicação da empresa para fazer sua avaliação. Porém, a empresa não assume nenhum custo (palavras minhas, como uma multinacional faria uma patifaria dessas com alguém). Nossa metodologia (desfalque e usufruir de uma fragilidade alheia, tirar de quem já não tem), o Sr. Terá que assinar um contrato. Que contrato é esse?  Nós temos 12 meses para prestar a consultoria e encontrar uma oportunidade para o Sr, eu serei sua consultora neste período (aqui já observamos que não existe a vaga prometida).  O Sr. Vai estar com nossa Psicóloga, para que ela lhe oriente como se comportar no mercado, (ele já tinha sido comunicado que havia sido aprovado em todos os itens, porque agora orientação para se comportar com o mercado?). Bem, a legislação fala que para cobrir as despesas de mão de obra, o Sr. Terá que pagar,  pasmem!!!    R$5.000,00 (cinco mil reais). O Sr. Tem cartão aí, podemos parcelar em duas vezes ou se preferir o sr. Pode fazer dois cheques.” O Sr. M, ainda acreditando que de fato existia a vaga, perguntou senão podia ser o pagamento pós contratação, já que ela afirmava que ele tinha sido aprovado. Resposta da “moça”: não o Sr. está com 98% de aprovado, ou seja, 2% é o pagamento pela bagatela de R$5.000,00.

Quanto vale um emprego? 

É desonroso, uma vergonha o oportunismo de algumas pessoas, “empresas” extrair, arrancar das pessoas que nada ou quase nada tem, sem se importa se essa pessoa vai obter empréstimo, se endividar, para depois de 12 meses nada conseguir. Claro, tudo engodo de pessoas desonestas, brincando com sentimentos das pessoas. 

Volto afirmar, na procura de uma recolocação, procure orientação com alguém de sua confiança, pesquise, busque referências, para não cair no conto suspeito “emprego fácil”, miraculoso, que chega pra você sem nem mesmo você saber quem te indicou, como eles chegaram até você, não participar de nenhum processo.  Empresas sérias e honestas, não faz milagre, e nem te coloca ou recoloca no mercado no “estalar dos dedos”.  Corra dessas empresas em que no seu site diz muito pouco sobre elas, escondem seus clientes, e por aí. Cuidado com os nomes de “consultorias” em que sua tradução não diz nada, mas compõe seu nome em outro idioma, para impressionar.

Felizmente, Sr. M, não aceitou a falsa oferta, e saiu desta com uma lição de aprendizado das decisões equivocadas. Não se permitir perder o bom senso, a razoabilidade em função de uma situação atual emocionalmente contrária a sua capacidade, desviando seu foco dos seus objetivos. 

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