segunda-feira, 11 de maio de 2015

Experimentar para compreender

Fiz esta experiência de ir ao trabalho de transporte público, e, asseguro, só experimentando é que podemos chegar a determinadas conclusões de gestão.   Esperei na parada do ônibus por cerca de 45 minutos, saí duas horas antes do horário do meu expediente. Já começa a complicar minha chegada em tempo no trabalho. Para subir no ônibus foi uma correria, empurra empurra, sobe de qualquer jeito.  Este cenário por si só, já acabou com o bom humor.  

O ônibus quando deu saída, o motorista parecia que estava levando um caminhão de areia, alucinado nas curvas e velocidade acima do que pode. Paradas bruscas, freadas devido a velocidade alta. Neste momento, já estava suado, exausto.   Não há respeito com ninguém dentro do veículo. 

Enfim, chegou a minha parada, hora de descer.  Depois de uma tortura de 2 horas de viagem, atrasado, me encontrava parecido com alguém que saiu de uma guerra.  Ao chegar  no ambiente de trabalho, levei quase 20 minutos para refazer e me compor como um ser humano, pois o transporte público havia me deixado um nada.  Se não tenho esses 20 minutos, não conseguiria repor as energias, não renderia o suficiente e satisfatoriamente.

Esta situação de um dia, apenas um dia, me causou todo este transtorno. E, quantos funcionários são obrigados diariamente a esta tortura?  Como são recebidos na empresa? Será que tem tempo para se refazer para iniciar o dia? Percebam que foram 2 horas de verdadeiro caos, saindo de casa 2 horas antes do expediente, porque o tempo normal ou de carro, são levado no máximo 45 minutos, quando há engarrafamento, 1 hora, porém está no conforto de estar em carro com ar condicionado, tranquilo, ouvido música, o estresse apenas o engarrafamento.

Então, fica a pergunta:Como você gestor interpreta um membro da sua equipe que depende do transporte público para ir trabalhar?

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