quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

ENTRE A AÇÃO E O DISCURSO O QUE DE FATO EXISTE?

Uma reflexão, uma expressão do que ocorre em tantas organizações.
Quando não se é possível falar, participar do contexto, se expressa de forma escrita, assim que tem feito para manter-me leal aos meus objetivos e deixar o meu descontentamento e tristeza no mundo de hoje, como são tratados as pessoas no contexto organizacional, e pasmem, empresa de ponta. Ponta? Que ponta? 
Inicio citado o James C. Collins "Pode-se aprender muito com outras empresas, mas é preciso criar formas de administrar que sejam únicas ." A cópia as vezes sai com defeitos invisíveis aos olhos.
Num mundo de hoje,  as PESSOAS é que fazem a diferença. Não é assim que se propaga?! Mas vemos que ainda são considerados "uma posição no orgânico", e não pessoas com o desejo de participar dos processos de mudança, sugerir práticas, falar sobre sua carreira, o que seria puramente normal e sádio para uma ORGANIZAÇÃO que deseja fazer a diferença de FATO, não pelos valores ou volume que ocupa no mercado, mas pela qualidade de vida e pelo prazer que as pessoas têm em ser parte integrante da organização.
Perde a empresa, perdem as pessoas.
Atitudes centralizadoras pode até funcionar, mas não estará conquistando a "FORÇA DE TRABALHO" pelo seus valores e talento, mas pelo que lhe pagam. E se pensarmos bem, literalmente somos a "FORÇA" de trabalho, e força não pensa, executa, são apenas mãos e ouvidos.
Qual longe fica e qual triste é saber que tantas empresas discursam VALORIZAÇÃO DO SER HUMANO, apenas marketing para sair nas revistas TOP de sei lá o que? O que na verdade, há um enorme vácuo para o que de fato se faz. Parece-nos uma mera peça de RETÓRICA para abrilhantar a "cena", receber aplausos, e ao fechar das cortinas, esvaiem-se no som propagado das palavras, palavras estas muito bem colocadas, mas sem o efeito prático, e isso me faz lembrar do filme "TEMPOS MODERNOS" - com Charles Chaplin, onde a "FORÇA DE TRABALHO" só são mãos e ouvidos. Interessante a coincidência com os tempos atuais aqui vividos ou o pós moderno. Repetem-se as teorias de processos do passado em contrapartida para uma empresa de ponta, com a visão de linha de produção, onde dominavam o TAYLOR, FAYOL. E qual a nossa surpresa, encontramos tantos discipulos destas teorias.
Em tempos de transformação, nos deparamos ainda com visões centralizadoras, meio que mecanicista. As vezes me dá a impressão que a mudança é uma ameaça, o medo do novo causa pânico. E aqui, se deixa o Profissionalismo e a Humanização, com o chavão de implementar as melhores práticas, mas implantar o melhor conformismo. Percebemos ainda que a  "RECEITA" veio antes do "DIAGNÓSTICO", ou seja, as ações de melhores práticas não são avaliadas através da realização de um estudo de causa e efeito, investigar, conversar com a base, e sim, simplesmente copiar o que já se faz, mesmo sem saber se será melhor para o novo. E aqui cabe novamente repetir a frase de James C. Collins:"Pode-se aprender muito com outras empresas, mas é preciso criar formas de administrar que sejam únicas." O que pode parecer dar certo para uma empresa, não pode simplesmente se fazer para a outra empresa sem ao menos avaliar com fundamento essas práticas.
Vejo as competências e talentos sendo jogado ou enterrados vivos, em nome de estar dentro de uma empresa GRANDE. Grande em que? O contrário do que o mercado se pratica.
Pois bem, escrevo para refletir  que  não posso abrir mão dos meus valores, do meu projeto de vida, em função de uma 'OPORTUNIDADE" de pertencer a uma organização. Não teria orgulho de mim se assim agisse, estaria envergonhado e em total contradição de tudo que fiz até hoje, que construi, que realizo, e principalmente, tenho ainda por fazer.
Concluo com uma afirmativa, não lembro do autor, mas disse ele: "A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos." E dessa morte não vou morrer, pois quem não pode mudar a própria contextura do seu pensamento, da sua vida, nunca será capaz de alterar a realidade. E é por não querer matar a minha realidade e o que há melhor dentro de mim, que deixo essa empresa.
"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota." (Theodore Roosevelt)

Nenhum comentário:

Postar um comentário