segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O poder muda ou revela quem de fato é a pessoa?

Sempre a ambição do poder, presente em todos os níveis da sociedade.  Esta é uma tentação ao ser humano, o poder para dominar,  o poder do TER, o desenfreado desejo de ser mais importante que os outros.

Platão – filósofo e sábio grego – já dizia que o verdadeiro político não ama o comando e o poder, mas usa o comando e o poder como serviço, para o bem de todos. E assim deveria ser com todas as profissões, meios sociais, escolas, corporações, enfim em toda a sociedade deveria prevalecer o que fazemos para o bem comum, o bem de todos.

O poder que domina e reprime, parece-nos cada dia mais evidente, visível, descarada, impune, irracional, desumana, e muitas vezes camufladas na imagem oca de humanismo.

Estar no poder, diz O psicanalista Jacques Lacan, "dá um sentido interiormente diferente às suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo".  O poder atrai e fascina,  poder iguais, caminhos diferentes, na história temos exemplos contundentes, de ditadores,   capitalistas, fundamentalistas religiosos, e tantos, que aqui não cabe a discussão.

Chego a conclusão que não é poder que muda as pessoas, e sim as revela, a máscara que até então enganou, cai diante do agora “eu tenho a força”,  “eu tenho o poder”.  Desinibe e faz emergir o caráter enrustido, da corrupção,  do  egocentrismo,    do narcisismo, da ganância, da falsa soberania, e em acreditar que tudo compra.

Diz o ditado: quando se quer conhecer uma pessoa, dê o poder a ela, um outro só se conhece o soldado quando ele vira tenente.

O sonho de Jesus é que a autoridade seja instrumento de fraternidade. Autoridade quando usado como poder e dominação, destrói o ideal HUMANO.

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