Platão – filósofo e sábio grego – já dizia que o verdadeiro
político não ama o comando e o poder, mas usa o comando e o poder como serviço,
para o bem de todos. E assim deveria ser com todas as profissões, meios sociais,
escolas, corporações, enfim em toda a sociedade deveria prevalecer o que fazemos
para o bem comum, o bem de todos.
O poder que domina e reprime, parece-nos cada dia mais
evidente, visível, descarada, impune, irracional, desumana, e muitas vezes
camufladas na imagem oca de humanismo.
Estar no poder, diz O psicanalista Jacques Lacan, "dá um sentido interiormente diferente às
suas paixões, aos seus desígnios, à sua estupidez mesmo". O poder atrai e fascina, poder iguais, caminhos diferentes, na
história temos exemplos contundentes, de ditadores, capitalistas, fundamentalistas religiosos, e
tantos, que aqui não cabe a discussão.
Chego a conclusão que não é poder que muda as pessoas, e sim
as revela, a máscara que até então enganou, cai diante do agora “eu tenho a
força”, “eu tenho o poder”. Desinibe e faz emergir o caráter enrustido,
da corrupção, do egocentrismo, do narcisismo, da ganância, da falsa
soberania, e em acreditar que tudo compra.
Diz o ditado: quando se quer conhecer uma
pessoa, dê o poder a ela, um outro só se conhece o soldado quando ele vira
tenente.
O sonho de Jesus é que a autoridade seja instrumento de
fraternidade. Autoridade quando usado como poder e dominação, destrói o ideal
HUMANO.
Luiz Carlos –
agosto/2009
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