No dicionário de Michaelis, subjetivo é: “Que
esta somente no sujeito, no eu, que se passa ou existe no espírito. Diz-se da
voz ativa, em contraste com a voz objetiva, que é a passiva”.
A metamorfose ocorrida nas últimas décadas, a
evolução da relação do conceito capital x trabalho para empresas e pessoas na construção de uma
organização, e principalmente neste início do século XXI, percebemos a evolução
ou o foco que algumas organizações (já assim constituídas) estão dando a GESTÃO
DE PESSOAS, e transformando o profissional de RH ou melhor o papel a ser
desempenhado por estes profissionais, voltado para ações subjetivas das
pessoas, agregando valores e produzindo uma qualidade de vida consciente e não
como ferramenta, gerando resultados excelentes para as organizações. As demais,
mesmo com remuneração considerada excelente num país de tantos desempregados e,
diga-se de passagem, despreparados para a concorrência do mercado, continuam a
ser EMPRESAS, frias, tratando superficialmente as pessoas.
A
ABRH propõe para o CONARH 2006, o tema TRANSFORMAR PARA COMPETIR, eis o grande
desafio nosso de cada dia. No artigo que
escrevi para a coluna on-line da Revista Vencer – artigos dos leitores,
Repensando o Profissional de T&D,
que vale também para esta reflexão, diz: Como podemos perceber, nós PTD (profissionais de T&D), trabalhamos,
mesmo com as atividades específicas de aprendizado e ou aperfeiçoamento, com
sentimentos, comportamento, os “eus” de
cada pessoa, de um grupo de pessoas.
E aqui entra a pergunta: Quem somos nós?
Como pensamos o futuro? E o passado, o que faz ou nos traz de lembrança e
atitudes? Em que base construímos nossa vida para transmitir um estado de
espírito, melhoria da qualidade dos pensamentos e conseqüentemente de vida?
É preciso criar um ambiente feliz para que as
pessoas tenham em prazer de estar, se tornaram mais criativas, ousadas,
competitivas. Do contrário, se são tratadas com superficialidade, descaso,
retroagindo ao tempo de mecanicismo, elas sem perceberem, estarão assinando seu
termo de desempregados, e mais uma vez, a objetividade dará espaço para que as
pessoas sejam trocadas como peças mecânicas.
Em entrevista a REVISTA MELHOR, o Professor
Da FGV cita: “Contribuir para a construção do futuro, entender a realidade da
empresa e encarar os desafios de mudança são algumas das respostas que RH deve
dar”.Olha que chamada?! No inicio dessa
mesma entrevista, diz sobre o PROFISSIONAL DE RH, “humanismo, pragmatismo e
capacidade de realização, como características principais para contribuir com o
desenvolvimento organizacional”.
Valores subjetivos, interioridade espiritual,
humanismo, pragmatismo, completam o novo profissional de RH, que até então
conhecedor dos conceitos, legislação e técnicas. O diferencial é exatamente
esse, estar atualizado com o contexto organizacional (falando a língua de
resultados excelentes) e ao mesmo tempo em que também se contextualiza com as
tendências mundiais, de mercado.
Opa! Há espaço aqui no Brasil, para esse
profissional?
Primeiro eu respondo como sempre faço com
minha turma da faculdade que tem tantas incertezas quanto ao RH pelas
experiências práticas e essa tendência que acreditamos e expressamos em sala de
aula, dizendo que nós somos PROFISSIONAIS DE NEGÓCIO, precisamos muitas vezes
ouvir o inaudível som das mudanças, um processo de antecipação das tendências e
necessidades da empresa, precisamos ousar, saber falar sobre rentabilidade,
resultados, metas, estratégias, gerando oportunidades de apresentar um RH
competente e competitivo, e que fará a diferença, como vemos nos resultados das
melhores empresas para se trabalhar. São melhores, como dissemos no inicio,
porque pagam os melhores salários e outras bonificações, e sim, pelo ambiente
criado, implantado, desenvolvido e comprovadamente, com o resultado excelente
para organização.
Ainda, antes de dar a segunda resposta eu percebo a necessidade urgente de uma
discussão ampla da ÉTICA EM RH. O tema é complexo, mas ficará para uma próxima
oportunidade.
Em segundo lugar, as empresas, seus
executivos estão sentindo a necessidade de mudança da própria postura dentro da
sua gestão? Passar de executivo para um empreendedor? Ouvimos e vemos a desilusão, em nossas
palestras, cursos que ministramos, dos profissionais desiludidos, por ler nas
revistas especializadas em RH, tendências do mercado, crescente procura pela
especialização, e não vemos muito espaço para implementar dentro das empresas,
não conseguimos adotar a transformação de EMPRESA para ORGANIZAÇÃO, que pensa e
não apenas produz. E às vezes
questionam, isso é verídico ou é pra vender revista?
Penso que precisamos sim, nos qualificar cada
vez mais, gerir as competências necessárias até porque o mercado exige, e
porque somos mutantes, “metamorfoses ambulantes”, insistir com fundamento, com
citação de organizações de sucesso, atraentes do ponto de vista de novos
talentos e os melhores do mercado, na transformação, nos programas de
desenvolvimento, no reconhecimento que o RH é não para ser deixado à margem ou
na sobra dos minutos finais de uma reunião, e de forma inteligente,
estratégica. O outro lado da moeda é
claro, precisamos divulgar não só tendências, mais os resultados alcançados
pelas empresas, abrir espaço para
despertar a necessidade dos
executivos de uma empresa, tornarem-se empreendedores, aliados e parceiros dos
projetos de desenvolvimento humano e organizacional. Congressos, palestras,
artigos, debates, um marketing do sucesso que desfrutam as organizações que
assim já entenderam e agora colhem os resultados. E esses congressos,
palestras, artigos realizados pelos empreendedores (diretores presidentes),
assumiram e perceberam da importância que o RH tem e faz para a excelência
organizacional.
Aos colegas da área, vamos incentivar este
sucesso a partir da equipe que compõe o RH, que eles vislumbrem em suas
empresas essa oportunidade, e que sejamos criativos, ousados, e porque não
dizer, corajosos em inovar, em sugerir as mudanças que a empresa necessita e,
transformá-las em organizações.
VALORES
SUBJETIVOS! QUE MUNDO É ESSE?
É um mundo real, novo, aberto que chama as
pessoas para serem felizes e tornar suas organizações modelos de excelência.
Luiz Carlos Machado de Amorim
Nenhum comentário:
Postar um comentário