quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Arriscar coisas grandiosas

Sabemos que o mundo evolui com tudo o que está dentro dele. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo de algumas empresas.
Esse é um momento talvez mágico se não fosse ainda trágica a condição camuflada de RESPONSABILIDADE SOCIAL E CIDADANIA CORPORATIVA pregada por muitas empresas e tão pouco são as que têm a coragem, ou melhor, a consciência de fazer valer o tratamento de dignidade para com o CIDADÃO E PROFISSIONAL.
Deparamos constantemente, orações, discursos, verbalizações de ações, colocações no gerúndio... tudo "indo"... Nada se fazendo.
Numa rápida passagem em conversas com vários colegas de áreas diversas, constatamos focos de problemas interno, graves, em algumas empresas maquiadas de "boazinhas socialmente".
Pessoas são tratadas por volume, preço, mercado, rentabilidade, resultado, menos como pessoas. Há uma troca de conceito atualmente atrás do nome PRESSÃO, na verdade OPRESSÃO. Nossa percepção é que o subjetivo lado da organização é irrelevante para o mundo do "poder" das hierarquias e de quem vence a guerra no mercado
Entre conversas informais, fiz um pergunta : A empresa que você trabalha, você considera um bom lugar para se trabalhar? Não é de estranhar as respostas mas de lamentar no mundo em que as pessoas fazem a diferença, empresas as tratam como ainda uma peça de reposição, enquanto funcionar tudo bem, depois joga no lixo. Bem as respostas que tive, parecia um coro uníssono de vozes: confesso que na empresa não é o melhor lugar para se trabalhar.
OS RECURSOS HUMANOS felizmente, em grande parte das organizações, patrocinadas pelos seus presidentes, já pratica o modelo de excelência em Gestão de Recursos Humanos, pautada no respeito e transparência nas relações, o contínuo investimento no desenvolvimento, compartilhamento do conhecimento e valorização do ser humano, sem discriminação e o tratando-o com dignidade.
Com empreendedores se tornando presidentes, onde executivos comandavam de forma altista sua administração, veio impulsionar a busca da excelência organizacional com uma gestão participativa, não mais de exclusão, de disponibilização (escanteando as pessoas sem o menor respeito e acompanhamento). Entenderam enfim, que é preciso querer gerenciar com as pessoas e não apesar delas. Isso porque o que motiva os Colaboradores (as pessoas) – são: Desafios, Integração, Oportunidade de crescimento profissional, Estabilidade (principalmente emocional), Oportunidade de Desenvolvimento profissional, Benefícios, Valorização e Reconhecimento, Imagem da empresa frente ao mercado, Visão de Futuro, Salário, Participação (Sentimento de ser ouvido pela empresa), Acesso às novas tecnologias.
E nesse vasto mercado, há os que ainda insistem em não vê o RH como este facilitador dos planos estratégicos, de desenvolver as competências, de criar um ambiente de bem estar. Infelizmente, encontramos executivos altistas como presidentes (donos) de empresa, que não proporciona de desafios e sim ameaça, não produz efetivamente oportunidade de crescimento e desenvolvimento profissional, não tem clareza nos critérios utilizados para avaliação (quando tem), Feedback (esse totalmente insento na gestão atual), sem falar na falta de valorização e reconhecimento pela empresa, chefe no lugar de líderes – tudo isso, causa um baixo sentimento de participação, de falta de acesso à informação, exclusão e isolamento.
As coisas mudam, e nós seres humanos estamos sempre buscando evoluir e participar com competência dessas mudanças, fazer parte do processo evolutivo, e não ser peça de uso e estocagem
As pessoas dão as empresas o crescimento sustentável dos resultados e o seu sucesso. O reconhecimento do CIDADÃO ORGANIZAIONAL e o PROFISSIONAL como uma única pessoa, leva exatamente as essas grandes (grandes pela sabedoria de tratar bem o seu melhor parceiro) empresas praticar a comunidade em sua gestão.
Esta comprovado que é preciso ir além do financeiro, tecnológico, reestruturação, cópias de melhores práticas, é preciso entender de gente, de pessoas.
A sabedoria da natureza ensina-nos que a cada projeto, a cada semana, a cada dia correspondem quatro estações. Tempo de plantar, de crescer, de colher e de contemplar.
As incertezas combinadas com promessas, resseca a relação porque há uma insistência de algumas EMPRESÁRIOS (executivos) em manter a gestão altista e do gerúndio, e ressecam as pessoas, na sua estima, no orgulho em pertencer a organização. É uma pena continuarmos confundindo esforços com resultados, gastos com investimentos, e é ainda maior o risco pensar nas melhores práticas, apenas copiando o passado, sem mergulhar nas melhores práticas que a mercado exige e vem realizando
Concluo com uma afirmativa, não lembro do autor, mas disse ele: "A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos." E dessa morte não podemos morrer, pois quem não pode mudar a própria contextura do seu pensamento, da sua vida, nunca será capaz de alterar a realidade. E é por não querer que continuem matando tantos talentos, que expresso como um alerta as senhores empresários, adaptando a frase acima: O insucesso de muitas empresas não encontrasse na concorrência de mercado. O insucesso da sua empresa é o que você mata e desvaloriza diariamente que são as pessoas.
"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota." (Theodore Roosevelt)
Cada ser humano se motiva por razões diferentes. O que é muito importante para organizações é que estas razões devem ser coerentes com sua cultura interna e atitude perante os funcionários.
Assim, quando os senhores empresários despertarem para as ações da GESTÃO DE RH que precisam ser intensificadas e valorizadas na empresa, os senhores podem comprovar muito bem tudo isso no próprio mercado, o índice de motivação de seus colaboradores se manterá o mais elevado nível possível de forma que este valor passe a ser um dos seus indicadores de resultado, e não apenas com festinhas de comemoração, levantamentos, projetos.

É preciso ir além das palavras e pápeis, da tecnologia. É preciso mudar a cultura altista para altruísta.

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