sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

VALORES SUBJETIVOS! QUE MUNDO É ESSE?

Passou o tempo em que dinheiro, altos salários, gratificações, bonificações, prêmios, participações nos resultados, era garantia de motivação e satisfação. É evidente que, atualmente, este é um dos destaques para a sustentabilidade da motivação, porém, o que as organizações e as áreas de RH tem vivenciado, é o subjetivo mundo que realiza os sonhos e determina a felicidade e o crescimento profissional. E que mundo será esse?

No dicionário de Michaelis, subjetivo é: "Que esta somente no sujeito, no eu, que se passa ou existe no espírito. Diz-se da voz ativa, em contraste com a voz objetiva, que é a passiva".

A metamorfose ocorrida nas últimas décadas, a evolução da relação do conceito capital x trabalho para empresas e pessoas na construção de uma organização, e principalmente neste início do século XXI, percebemos a evolução ou o foco que algumas organizações (já assim constituídas) estão dando a GESTÃO DE PESSOAS, e transformando o profissional de RH, ou melhor, o papel a ser desempenhado por estes profissionais, voltados para ações subjetivas das pessoas, agregando valores e produzindo uma qualidade de vida consciente e não como ferramenta, gerando resultados excelentes para as organizações. As demais, mesmo com remuneração considerada excelente num país de tantos desempregados e, diga-se de passagem, despreparados para a concorrência do mercado, continuam a ser EMPRESAS, frias, tratando superficialmente as pessoas.

TRANSFORMAR PARA COMPETIR, eis o grande desafio nosso de cada dia. No artigo que escrevi para a coluna on-line da Revista Vencer – artigos dos leitores, Repensando o Profissional de T&D, que vale também para esta reflexão, diz: Como podemos perceber, nós PTD (profissionais de T&D), trabalhamos, mesmo com as atividades específicas de aprendizado e ou aperfeiçoamento, com sentimentos, comportamento, os "eus" de cada pessoade um grupo de pessoas. E aqui entra a pergunta: Quem somos nós? Como pensamos o futuro? E o passado, o que faz ou nos traz de lembrança e atitudes? Em que base construímos nossa vida para transmitir um estado de espírito, melhoria da qualidade dos pensamentos e conseqüentemente de vida?

É preciso criar um ambiente feliz para que as pessoas tenham prazer em estar, se tornarem mais criativas, ousadas, competitivas. Do contrário, se são tratadas com superficialidade, descaso, retroagindo ao tempo de mecanicismo, elas sem perceberem, estarão assinando seu termo de desempregados, e mais uma vez, a objetividade dará espaço para que as pessoas sejam trocadas como peças mecânicas.

Em entrevista a REVISTA MELHOR, o Professor Da FGV cita: "Contribuir para a construção do futuro, entender a realidade da empresa e encarar os desafios de mudança são algumas das respostas que RH deve dar".Olha que chamada?! No inicio dessa mesma entrevista, diz sobre o PROFISSIONAL DE RH, "humanismo, pragmatismo e capacidade de realização, como características principais para contribuir com o desenvolvimento organizacional".
Valores subjetivos, interioridade espiritual, humanismo, pragmatismo, completam o novo profissional de RH, que até então conhecedor dos conceitos, legislação e técnicas. O diferencial é exatamente esse, estar atualizado com o contexto organizacional (falando a língua de resultados excelentes) e ao mesmo tempo em que também se contextualiza com as tendências mundiais, de mercado.

Opa! Há espaço aqui no Brasil, para esse profissional?

Primeiro eu respondo como sempre faço com minha turma da faculdade que tem tantas incertezas quanto ao RH pelas experiências práticas e essa tendência que acreditamos e expressamos em sala de aula, dizendo que nós somos PROFISSIONAIS DE NEGÓCIO, precisamos muitas vezes ouvir o inaudível som das mudanças, um processo de antecipação das tendências e necessidades da empresa, precisamos ousar, saber falar sobre rentabilidade, resultados, metas, estratégias, gerando oportunidades de apresentar um RH competente e competitivo, e que fará a diferença, como vemos nos resultados das melhores empresas para se trabalhar. São melhores, como dissemos no inicio, porque pagam os melhores salários e outras bonificações, e sim, pelo ambiente criado, implantado, desenvolvido e comprovadamente, com o resultado excelente para organização.
Ainda, antes de dar a segunda resposta eu percebo a necessidade urgente de uma discussão ampla da ÉTICA EM RH. O tema é complexo, mas ficará para uma próxima oportunidade.

Em segundo lugar, as empresas, seus executivos estão sentindo a necessidade de mudança da própria postura dentro da sua gestão? Passar de executivo para um empreendedor? Ouvimos e vemos a desilusão, em nossas palestras, cursos que ministramos, dos profissionais desiludidos, por ler nas revistas especializadas em RH, tendências do mercado, crescente procura pela especialização, e não vemos muito espaço para implementar dentro das empresas, não conseguimos adotar a transformação de EMPRESA para ORGANIZAÇÃO, que pensa e não apenas produz. E às vezes questionam, isso é verídico ou é pra vender revista?

Penso que precisamos sim, nos qualificar cada vez mais, gerir as competências necessárias até porque o mercado exige, e porque somos mutantes, "metamorfoses ambulantes", insistir com fundamento, com citação de organizações de sucesso, atraentes do ponto de vista de novos talentos e os melhores do mercado, na transformação, nos programas de desenvolvimento, no reconhecimento que o RH é não para ser deixado à margem ou na sobra dos minutos finais de uma reunião, e de forma inteligente, estratégica. O outro lado da moeda é claro, precisamos divulgar não só tendências, mais os resultados alcançados pelas empresas, abrir espaço para despertar a necessidade dos executivos de uma empresa, tornarem-se empreendedores, aliados e parceiros dos projetos de desenvolvimento humano e organizacional. Congressos, palestras, artigos, debates, um marketing do sucesso que desfrutam as organizações que assim já entenderam e agora colhem os resultados. E esses congressos, palestras, artigos realizados pelos empreendedores (diretores presidentes), assumiram e perceberam da importância que o RH tem e faz para a excelência organizacional.

VALORES SUBJETIVOS! QUE MUNDO É ESSE?
É um mundo real, novo, aberto que chama as pessoas para serem felizes e tornar suas organizações modelos de excelência.

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