segunda-feira, 28 de março de 2016

O coronelismo nas organizações

O termo coronel como podemos observar, era o CHEFE de um determinado local que geralmente era dono de terras ou comerciante.  Não difere muito do conceito dos chefes organizacionais, que incorporam este conceito e age como se fossem os “coronéis” organizacionais. Este período republicano foi de extrema prática autoritária e violenta de controle de pessoas e disseminava o medo como forma de atingir seus objetivos. O respeito era resultado desta atitude, impor o medo para realizar fatos e decisões segundo a vontade do CHEFE.
No contexto atual do ambiente empresarial,  ainda observamos o perfil do mando, do centralizador, do poder como forma de operacionalizar os processos. O Brasil como país de raízes autoritárias, o valor pregado não o mesmo do praticado. No cenário empresarial não muda. Seguem as tendências da moda empresarial, apenas um ato de “passarela”. 
Observamos neste cenário dois grupos de empresas:
1 – as que não acreditam em seus valores teóricos e não buscam inseri-los em seu cotidiano. Mantém apenas para seguir a tendência da moda empresarial;
2 – e as que buscam realmente praticar seus valores teóricos.
É preciso mudar não o discurso, mas a prática, sair do conceito de CORÓNEIS organizacionais, para uma gestão participativa e que dê sustentabilidade ao desempenho da empresa. Ainda podemos observar no contexto organizacional,
 “...ilhas de racionalidade convivendo com os        princípios herdados do coronelismo clássico...” João Vasconcelos
E João Vasconcelos conclui, “Avançar no sentido de criar uma lógica gerencial que leve em conta nossas particularidades culturais, e que vença estes ranços construídos historicamente” é o caminho para transformar o “DNA” do autoritarismo (grifo nosso).

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