Um velho cão acompanhava o dono quando escorregou e caiu em um poço abandonado.
O homem olhou para baixo e concluiu: "Não vale a pena retira-lo daí. Já não me serve mais para nada".
E foi-se embora.
O cão, por sua vez, pensou: "O meu dono foi procurar algo que o ajude a me tirar daqui".
Horas depois o homem veio com uma carroça de terra e pensou: "Esse cão vai uivar por muito tempo antes de morrer.
É melhor já deixa-lo enterrado".
De costas, retirava a terra da carroça e a jogava no poço, sem olhar.
Enquanto isso, o cão pensou: "Que bom!
O meu dono veio aterrar o poço para eu sair".
Esquivava-se de cada pá de terra que caía, e lutava para subir no monte que ia se formando.
De repente, o homem ouviu, atrás de si, um gemido feliz: soltou a
pá, virou-se e lá estava o velho companheiro, fora do poço, abanando o
rabo, com gratidão.
Quantas amizades são abandonadas por achar que não vale mais a pena, ou como a expressão do dono de cão acima, "não vale a pena retira-lo daí. Já não me serve mais para nada". Amizades funcionais, que buscam satisfazer apenas o que lhes interessa, depois, vira-se e " se te vi antes, não lembro de ter tido amizade com você."
Cuido do seu amigo
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