"Ai de mim se não anunciar o Evangelho!", dizia o apóstolo Paulo (1
Cor 9,16). Estas palavras ressoam com força para cada cristão e para
cada comunidade cristã em todos os continentes. Também para as Igrejas
nos territórios das missões, Igrejas em sua maioria jovens, normalmente
de fundação recente, a missionaridade se torna uma dimensão congênita,
também se esses próprios precisam ainda dos missionários.
Tantos sacerdotes, religiosos, religiosas, de cada parte do mundo,
muitos leigos e até mesmo famílias inteiras, deixam os próprios países,
as próprias comunidades locais e vão para outras igrejas para
testemunhar e proclamar o Nome de Cristo, no qual a humanidade encontra a
salvação. Trata-se de uma expressão de profunda comunhão, partilha e
caridade entre as Igrejas, para que cada homem possa escutar e escutar
novamente o anúncio que cura e aproxima-os dos Sacramentos, fonte de
verdadeira vida.
Junto a este alto sinal de fé que se transforma em caridade, recordo
e agradeço as Pontifícias Obras Missionárias, instrumentos para a
cooperação às missões universais da Igreja no mundo. Através da ação
delas, o anúncio do Evangelho se faz também intervenção na ajuda ao
próximo, justiça aos mais pobres, oportunidade de educação nas aldeias
mais remotas, assistência médica nos lugares mais afastados, emancipação
da miséria, reabilitação de quem está marginalizado, sustento ao
desenvolvimento dos povos, superando das divisões étnicas e respeitando a
vida em cada fase.
Queridos irmãos e irmãs, invoco sobre a obra de evangelização ad
gentes, e em particular sobre os operadores, a efusão do Espírito Santo,
para que a Graça de Deus a faça caminhar mais decisivamente sobre a
história do mundo. Com o beato John Henry Newman gostaria de rezar:
"Acompanha, ó Senhor, os teus missionário nas terras da evangelização,
coloca as palavras certas em seus lábios, renda frutuosa sua fadiga".
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da evangelização, acompanhe
todos os missionários do Evangelho.
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