RIQUEZAS QUE PASSAM
É impressionante como o homem
sofre da urgência do ter. Vive
entristecido, depressivo, melancólico, por tantas vezes não conseguir tão
facilmente este ter, este deus dinheiro que transformasse em absoluto nas vidas
de tantos, e vem a difícil tarefa da escolha Deus ou o dinheiro? A quem servir? Muitas vezes entendo a religião como algo
funcional, me serve da forma que desejo que ela seja, pois devo ir em busca dos
prazeres, das futilidades, dos devaneios.
A escravidão que aprisiona no
mundo do glamour, da completa alienação da realidade, do ter o que não tem,
pois há um vazio no interior que precisa de constante preenchimento dos sólidos
prazeres materiais, brilhos, status,
desvarios frustrantes. É como se
preferisse ficar num mundo irreal, eternizar o momento, para lá na frente, um futuro próximo, perceber a triste
realidade do que nada fez, e se contentar pela passagens do passado.
Se hoje, a felicidade de
alguns está no dinheiro, no ter, no ser disfarçado de grandeza, de
superioridade, o amanhã poderá ser de
solidão, de magoas, de uma sensação de nada feito, nada realizado, nada construído. A insensatez do ter, a insatisfação de
assumir verdadeiramente quem é. É ser o
que não tem e ter o que não é. E, esse
amanhã não está longe, é logo depois do amanhã, ao acordar e perceber a
realidade, e aí, vê-se que o sonho que está vivendo tornou-se um grande
pesadelo, e como disse um dia o poeta: “eu era feliz e não sabia”, escolhi
servir ao dinheiro, são as riquezas que passam, um furacão, quando nos damos conta, vamos encontrar um grande estrago nos caminhos a percorrer.
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